Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

InBev vai financiar compra da Anheuser-Busch com aumento de capital, empréstimos e vendas de ativos

SÃO PAULO - A belgo-brasileira InBev deverá financiar a aquisição, por US$ 52 bilhões, da americana Anheuser-Busch por meio de empréstimos, venda de ativos e aumento de capital. Combinadas, as duas serão a maior cervejaria do mundo, com faturamento de cerca de US$ 36,4 bilhões, além de volume de vendas de 460 milhões de hectolitros (46 bilhões de litros) anualmente em todo o mundo.

Valor Online |

A InBev informou que vai emitir ações no valor de US$ 9,8 bilhões, captar outros US$ 45 bilhões em empréstimos e vender US$ 7 bilhões em ativos não essenciais aos negócios centrais da companhia.

A complementaridade das operações é um dos principais benefícios que virá da fusão das cervejarias. Segundo Carlos Brito, executivo-chefe da Inbev e que ocupará o mesmo cargo na nova companhia, as duas empresas juntas têm posição de mercado complementar, o que deve levar à criação de grandes oportunidades de negócios.

Nos mercados fora dos EUA, temos que olhar para o Reino Unido e para a China, que são os únicos lugares em que as duas atuam. Mesmo assim, na China, a Anheuser-Busch está mais concentrada no norte do país e a Inbev, no sul. Assim, vemos muitas oportunidades para a empresa combinada, afirmou Carlos Brito.

August Busch IV, executivo-chefe da Anheuser-Busch, e que deverá integrar o conselho da nova companhia, notou que a integração das duas empresas poderá levar a oportunidades impressionantes.

Brito comentou que nenhuma das 12 unidades de produção da Anheuser nos Estados Unidos será fechada, uma vez que elas estão bem adaptadas ao fornecimento do mercado americano. Para ele, o objetivo é aproveitar o potencial de crescimento que elas representam, com melhorias na eficiência da operação.

De acordo com Busch, embora o início do processo de compra tenha sido difícil, foi impossível resistir à oferta da Inbev. Ele observou que a última proposta (de US$ 70 por ação) claramente trazia vantagens para os acionistas da companhia e, assim, foi aceita por unanimidade pelos integrantes do conselho da Anheuser. Acredito que será criado muito valor para os acionistas, numa operação que está em linha com o que fizemos nos últimos 150 anos, afirmou. No fim, foi um negócio amigável, acrescentou Busch.

Para os dois executivos, a fusão não deve representar uma competição entre marcas da mesma empresa nos EUA. Segundo eles, o consumidor americano vê cervejas importadas como produtos diferenciados e, portanto, não há possibilidade de grandes mudanças em seus hábitos de consumo, mas oportunidades de expansão nas vendas.

Brito não deixou claro se haverá demissões na Anheuser por conta da fusão. Ele apenas afirmou que os programas de demissão e aposentadoria voluntárias da companhia dos EUA serão mantidos. Anunciado antes do processo de negociação entre as duas, esse programa visa à redução da força de trabalho em cerca de 1.200 funcionários.

O executivo brasileiro ainda afirmou que, embora o negócio não envolva diretamente a Ambev, certamente haverá alguma parceria para a venda da marca Budweiser no país por meio da estrutura de sua subsidiária. Segundo ele, por ser uma marca diferenciada, como a Stella Artois (também propriedade da InBev), a Budweiser não deverá competir com as líderes brasileiras de mercado.

(José Sergio Osse | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG