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InBev vai emitir US$ 8 bi em ações

A fabricante de cervejas belgo-brasileira InBev retomou seu plano de emitir ações para pagar parte da compra da americana Anheuser-Busch, finalizada na semana passada por cerca de US$ 52 bilhões. Ontem, a Anheuser-Busch InBev, novo nome da companhia, anunciou que vai vender 986,2 milhões de novas ações da empresa a um preço de 6,45 - um desconto de 69% em relação ao preço de fechamento dos papéis na sexta-feira, de 20,60.

Agência Estado |

No total, a companhia deve arrecadar com a emissão 6,36 (US$ 8 bilhões). As ações serão vendidas preferencialmente aos atuais acionistas da companhia.

O desconto dado foi uma forma de tornar a oferta praticamente irrecusável aos acionistas. Há pouco mais de um mês, a companhia informou que "a volatilidade sem precedentes" nos mercados de capitais a havia obrigado a adiar seu plano de emissão de ações. O plano original previa a captação de US$ 9,8 bilhões. No anúncio do acordo, na semana passada, esses recursos foram substituídos por um empréstimo-ponte com um grupo de bancos.

Segundo as condições estabelecidas pela companhia, cada acionista da Anheuser-Busch InBev recebe um direito preferencial por cada título em seu poder; cinco direitos preferenciais serão trocados por oito novas ações. Os acionistas controladores da companhia, belgas e brasileiros, pretendem ficar com 2,8 bilhões do total de novas ações - dos quais 1,5 bilhão correspondem à parte brasileira e o restante à parte belga. Juntas, as duas partes têm cerca de 60% do grupo.

Kristof Degraeve, analista do SG Private Banking Belgium, disse que a emissão estava realmente pesando sobre o desempenho das ações da empresa. "O grupo havia dito que iria esperar até que os mercados financeiros se estabilizassem para fazer a emissão", disse. "Mas não creio que os mercados já se estabilizaram."

A aquisição da Anheuser-Busch pela empresa belgo-brasileira ocorreu depois de uma dura batalha, que culminou com a apresentação de uma oferta mais alta em julho. Houve protestos dos políticos dos EUA, que criticaram a operação, enquanto sites na internet pediam que a Budweiser, cerveja mais vendida do mundo e um ícone para os americanos, fosse "salva dos belgas".

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