A companhia de bebidas belgo-brasileira InBev, controladora da AmBev, aumentou a pressão sobre os executivos da norte-americana Anheuser-Busch hoje ao fazer um novo movimento para tentar depor o conselho de diretores da cervejaria, dona da marca Budweiser. A InBev fez uma solicitação de consentimento ao órgão regulador de valores mobiliários nos Estados Unidos, a Securities and Exchange Commission (SEC), para tentar remover cada membro do conselho da Anheuser.

Uma solicitação de consentimento é um pedido para que os acionistas permitam que seja feita uma mudança substancial dentro da companhia. Se a maioria dos acionistas aprovar a medida, o requerente pode continuar com as mudanças. A InBev afirmou que o movimento daria aos acionistas da Anheuser uma oportunidade para ter voz direta no processo de compra da Anheuser pela InBev.

Para substituir o conselho da Anheuser, a InBev está propondo sua própria lista de diretores. Entre eles estão Adolphus Busch IV, o tio do presidente-executivo da empresa, August Busch IV; James Healey, ex-diretor-financeiro da Nabisco Group Holding; e Henry McKinnell, ex-presidente-executivo da Pfizer. "Nossa forte preferência permanece sendo entrar em um diálogo construtivo com a Anheuser-Busch para alcançar uma combinação amigável", disse hoje em comunicado o presidente-executivo da InBev, o brasileiro Carlos Brito.

A InBev está oferecendo US$ 65 por ação, ou US$ 46 bilhões no total, em dinheiro, para comprar a Anheuser-Busch, uma proposta que pode criar a maior cervejaria do mundo. As informações são da Dow Jones.

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