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InBev tenta atrair comando da Anheuser

O presidente-executivo da InBev, o brasileiro Carlos Brito, afirmou que a cervejaria tem o apoio financeiro necessário para comprar a Anheuser-Busch e, se a transação de fato for realizada, gostaria de manter os executivos e o Conselho Administrativo da empresa americana. Em uma entrevista ao jornal Post-Dispatch, de Saint Louis, onde fica a sede da Anheuser-Busch, Brito disse que a InBev não teria procurado o acordo se não pensássemos que tínhamos dinheiro ou que somos sérios.

Agência Estado |

Brito continuou: "Nós perderíamos a credibilidade construída durante anos."

A InBev ofereceu US$ 65 por ação (US$ 46 bilhões no total) pela fabricante da Budweiser, um preço que a Anheuser, em um processo contra a sua venda aberto esta semana, chamou de "pechincha".

Processos

Ontem, a Anheuser-Busch conseguiu suspender dois processos judiciais movidos por grupos de acionistas contra a empresa na Corte Estadual do Missouri.

Com a suspensão do julgamento, a Anheuser-Busch coloca o Estado de Delaware como o centro das reclamações dos acionistas contra a companhia e, assim, distancia a sede da empresa do litígio negativo.

A direção da Anheuser-Busch é acusada pelos acionistas de descumprir o dever fiduciário por ter se manifestado contrária a uma oferta antes mesmo de tê-la recebido. Na segunda-feira, a Corte de Delaware julgará se quase uma dúzia de processos contra a Anheuser-Busch. Esses processos poderão ser reunidos em um só caso.

A Corte do Estado de Delaware é a única Corte de Chancelaria dos EUA - no sistema jurídico anglo-saxão, um tribunal especializado em aplicar os princípios gerais do Direito para decidir sobre questões não previstas na legislação.

Com isso, na vizinhança da sede da Anheuser-Busch corre apenas o processo contrário à InBev.

A ação impetrada pelo "rei das cervejas" e fabricante da "grande cerveja americana", autodenominações em seus slogans, argumenta que a InBev não informou que tinha operações em Cuba, por meio da cervejaria Bucanero.

Os advogados da Anheuser-Busch citam a lei federal chamada "Negociando com o inimigo" (TWEA, na sigla em inglês), para argumentar que as operações da InBev em Cuba não podem ser administradas, supervisionadas ou monitoradas dos Estados Unidos.

A Anheuser-Busch alerta à Corte sobre potenciais conseqüências para os executivos da InBev em função da operação em Cuba, como impedimento de obter visto para entrar nos EUA. E dizem que a InBev não informa como as operações em Cuba podem afetar a promessa de fazer de St. Louis a sede da empresa resultante após a eventual compra.

Os negócios da InBev em Cuba, segundo os advogados, são "substanciais", "com mais de 570 funcionários em tempo integral, distribuidores por todo o país e vendas respondendo por cerca de 44% das vendas totais de cerveja na ilha".

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