A cervejaria belgo-brasileira InBev informou que a volatilidade sem precedentes nos mercados de capitais obrigou a companhia a adiar seu plano de oferecer ações para financiar a compra da americana Anheuser-Busch, uma transação avaliada em US$ 52 bilhões. A InBev disse esperar concluir a compra até o final deste ano, desde que seja aprovada pelos reguladores do mercado americano e pelos acionistas da Anheuser-Busch, que se reúnem no dia 12 de novembro.

Em vez de levantar capital, a companhia pretende se apoiar num empréstimo-ponte, que vence em seis meses após a conclusão da aquisição, disse a InBev.

"Estamos avançando com confiança e esperamos concluir a fusão das duas grandes companhias até o final do ano, para criar a maior cervejaria do mundo", disse o presidente da InBev, Carlos Brito, em comunicado. A fabricante ainda tem o apoio de um consórcio de 19 bancos que concordaram em emprestar-lhe US$ 45 bilhões para a compra da Anheuser, disse a InBev.

A companhia pretende levantar US$ 9,8 bilhões por meio de uma oferta de ações. A intenção da InBev era usar esses recursos em substituição ao empréstimo-ponte. Os maiores investidores institucionais da companhia confirmaram sua intenção de subscrever 1,2 bilhão (US$ 1,6 bilhão) na oferta, quando ela for aberta novamente, disse a companhia.

Com a compra da Anheuser-Busch, a InBev, criada após a fusão da belga Interbrew com a brasileira AmBev, ficaria com metade do mercado americano de cervejas e cerca de um quinto dos mercados da China e da Rússia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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