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InBev é acusada de comercializar cerveja cubana ilegalmente

Miami, 30 jul (EFE).- Uma família cubano-americana de Miami disse que a cervejaria belgo-brasileira InBev, que chegou a um acordo de fusão com a americana Anheuser-Busch, comercializa ilegalmente uma marca de cerveja que pertenceu a ela, informou hoje a imprensa local.

EFE |

A família Blanco Herrera alega que ela criou a marca de cerveja cubana Cristal antes de ser nacionalizada em 1960 pelo Governo do então presidente cubano, Fidel Castro, disse o jornal "The Miami Herald".

Ramón Blanco Herrera, cuja família fundou a cervejaria em Cuba em 1888, disse que os membros de sua família buscam "respeito em relação às reivindicações da propriedade".

"Uma coisa é o Governo comunista cubano traficar uma propriedade roubada e outra é uma respeitada multinacional como a InBev traficar conscientemente nossa propriedade sem nosso consentimento nem autorização", declarou Blanco em comunicado.

"Podem usar termos jurídicos, mas o assunto é se os direitos de propriedade foram infringidos", afirmou Nicolás Gutiérrez, advogado da família.

Um diretor da InBev disse ao "Miami Herald" que a cervejaria "não infringe as leis americanas, nem européias, nem internacionais" com a fabricação, distribuição e venda das cervejas Beck's, Bucanero, Cristal e Mayabe em Cuba.

O diretor explicou que a InBev mantém uma joint venture com o Ministério de Alimentação da ilha.

Segundo Gutiérrez, a família Blanco Herrera está tentado sem êxito desde 2001 entrar em contato com a InBev para discutir o uso da marca Cristal.

A situação se complica com a possibilidade da aplicação da fusão das duas cervejarias à lei Helms-Burton de 1996, que reforça o embargo comercial dos Estados Unidos a Cuba desde 1961.

Ainda não está claro se a presença da marca Cristal no acordo de fusão das duas gigantes do ramo da cerveja poderia ser um contratempo para os distribuidores americanos.

Segundo o "Miami Herald", a situação poderia resultar em um espinhoso assunto para o candidato republicano à Casa Branca, John McCain, já que afeta as relações entre EUA e Cuba.

A mulher de McCain, Cindy, também é proprietária do terceiro maior distribuidor da Anheuser-Busch nos EUA.

Para Gutiérrez, "todo este problema poderia ser resolvido se McCain dissesse: Não estou envolvido em assuntos empresariais, mas denuncio as operações da InBev em Cuba e, especialmente, o uso da propriedade confiscada". EFE emi/wr/fal

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