A primeira cervejaria mundial, a belgo-brasileira Inbev, continua pressionando sua concorrente americana Anheuser-Busch, que resiste a ser comprada, no início nesta segunda-feira de um procedimento formal para substituir todo seus conselheiros de administração.

A Inbev tem a intenção de entregar nesta segunda à autoridade reguladora da bolsa americnaa, a SEC, um pedido provisório de autorização para substituir os 13 membros do conselho da administração, segundo um comunicado no qual menciona a identidade dos 13 possíveis substitutos.

Os 13 são pessoas independentes da Inbev e da Anheuser-Busch, exceto Adolphus Busch IV, tio do atual patrão da companhia americana e também único mémbro da família fundadora que se pronunciar a favor das conversações com a Inbev sobre uma fusão.

"Até agora, a Anheuser-Busch não quis se comprometer com a Inbev num diálogo visando a chegar a uma fusão amistosa. A Inbev acha que é hora de agir para que os acionistas da Anheuser-Busch tenham a oportunidade de dar diretamente sua opinião", explica a Inbev em seu comunicado.

A Inbev submterá no momento oportuno à Anheuser-Busch o pedido de autorização segundo o qual o grupo americano deverá fixar no prazo de dez dias uma data de registro.

O pedido de autorização da Inbev para a renovação do conselho de administração será efetivo se obtido um acord por escrito da maioria dos acionistas da Anheuser-Busch para essa data.

A Inbev propôs comprar a Anheuser-Busch por 65 dólares por ação, cifra que reflete "o valor pleno e justo" do grupo americano, avaliado em 46 bilhões de dólares e "garante imediatamente o valor para os acionistas de seu alvo", insiste a Inbev há várias semanas.

A Anheuser-Busch rejeitou uma oferta no dia 27 de junho.

A Inbev espera que um novo conselho de administração dê sua luz verde.

A família fundadora da Anheuser-Busch controla apenas 4% do capital. Entre os maiores acionistas figuram o multimilionário Warren Buffett.

A fusão entre a Inbev e cervejaria americana, que controla a marca Budweiser, criará um colosso da cerveja, com uma cifra de negócios da ordem de 36 bilhões de dólares, deixando para trás o númer dois mundial, SABMiller, com um volume de rendimento sde 21 bilhões de dólares.

soe/cn

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