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InBev busca troca do conselho da Anheuser-Busch

Por David Lawsky BRUXELAS (Reuters) - A cervejaria belgo-brasileira InBev quer substituir o conselho de administração da Anheuser-Busch para assegurar a aquisição da rival por 46,3 bilhões de dólares, informou a InBev nesta segunda-feira.

Reuters |

A companhia vai encaminhar documento ao órgão regulador do mercado acionário dos Estados Unidos (Securities and Exchange Commission) nesta terça-feira, para remover todos os membros do conselho de diretores da Anheuser-Busch, informou a InBev em comunicado ao mercado.

Segunda maior cervejaria do mundo em volume, a InBev informou que quer dar aos acionistas uma oportunidade de terem participação direta na proposta de aquisição da fabricante da Budweiser.

A InBev informou que encaminhou processo no mês passado em um tribulnal de Delaware para confirmar que os acionistas podem remover todos os 13 membros do conselho da Anheuser-Busch.

A empresa também anunciou sua própria proposta de conselho, que incluiria Adolphus Busch IV, um tio do atual presidente-executivo da cervejaria norte-americana e simpatizante da oferta da InBev.

Uma porta-voz informou que a InBev busca membros do conselho que poderiam ter julgamento independente para agirem no melhor interesse dos acionistas da Anheuser-Busch.

Em 11 de junho, a InBev lançou oferta de compra da cervejaria norte-americana por 65 dólares por ação. A proposta representa um ágio de 18 por cento sobre o valor recorde dos papéis da Anheuser-Busch, atingido em outubro de 2002.

A Anheuser-Busch rejeitou a proposta no mês passado e ao mesmo tempo lançou um plano de corte de custos de 1 bilhão de dólares e melhora de lucro em um esforço para persuadir investidores de que a oferta da InBev é muito baixa.

O presidente-executivo da InBev, o brasileiro Carlos Brito, respondeu a ambos os pontos no comunicado desta segunda-feira.

'Acreditamos que a oferta de nossa empresa de 65 dólares por ação reflete o valor completo e justo da Anheuser-Busch e é uma proposta atraente aos investidores', afirmou Brito.

O executivo afirmou que o plano da Anheuser-Busch 'envolve riscos de execução significativos e faz pouco para atender a desafios competitivos fundamentais que a companhia enfrenta em uma indústria cada vez mais global'.

A InBev informou que não poderia estimar quanto tempo levaria a troca do conselho da rival.

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