O ministro do Interior italiano, Roberto Maroni, inaugurou nesta segunda-feira um hotel construído em uma propriedade confiscada ao chefão da máfia Toto Riina na aldeia de Corleone, Sicília, sul da Itália.

Riina, que está detido desde 1993, era proprietário de um terreno de 25 hectares, com duas casas, as quais foram cedidas à associação antimáfia "Desenvolvimento e Legalidade" para que fossem transformadas em restaurante, em alojamento para turistas e loja de produtos locais.

A nova construção será aberta ao público em 2009.

"Combater a máfia atacando seu patrimônio, devolvendo-o aos cidadãos, permite enviar mensagem de que o crime não compensa", declarou Maroni.

O equivalente a cerca de 571 milhões de euros foram confiscados à máfia desde o início do ano, precisou o ministro.

Salvatore Riina, de 77 anos, quem dirigiu durante anos a "Cosa Nostra", a máfia siciliana, cumpre várias condenações à prisão perpétua no cárcere de Milão (norte).

Maroni inaugurou também em San Giuseppe Jato (província de Palermo), um "jardim de recordações" em outro terreno confiscado à máfia.

O parque foi dedicado ao menino Giuseppe di Matteo, filho de um arrependido da máfia, que foi morto, dissolvido em ácido, pela organização criminosa na década de 90.

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