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Inadimplência terá alta administrável mas sensível, diz Itaú Unibanco

SÃO PAULO - O nível de inadimplência nos empréstimos bancários ainda está estável, mas deve ter um crescimento a partir do ano que vem, segundo Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco. Será um aumento administrável, mas sensível, admite o executivo.

Valor Online |

Ele explica que isso será uma consequência dos empréstimos concedidos no cenário favorável verificado no Brasil até meados deste ano, quando os bancos "relaxaram os critérios" de concessão.

De acordo com Setubal, o Itaú não deixou de operar normalmente com seus clientes neste momento mais agudo da crise. Ele admite, no entanto, que os bancos de forma geral estão mais restritivos e cautelosos na avaliação dos empréstimos.

Com a mudança de cenário, Setubal acredita, por exemplo, que os financiamentos de veículos com 100% do valor do bem e os prazos muito alongados não devem voltar a ser praticados. Segundo o executivo, os empréstimos devem ficar dentro do que ele chama de boa técnica bancária, com 80% do valor do bem e prazo de quatro a cinco anos. "É mais consistente com o ativo (financiado)", afirma.

Sobre os juros cobrados dos clientes, Setubal informou que a redução observada na curva de juros de longo prazo nas últimas duas semanas "já está sendo repassada" no crédito para compra de veículos. O executivo ressalta que essas taxas, que chegaram a subir para um nível próximo de 17% ao ano no momento mais agudo da turbulência externa, já voltaram para o patamar observado antes do agravamento da crise, em meados de setembro. O presidente do Itaú Unibanco destaca ainda que a taxa cobrada nos financiamentos de prazo mais longo são muito mais sensíveis à curva de juros futuros do que à taxa básica de juros Selic, definida pelo Banco Central.

(Fernando Torres | Valor Online)

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