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Inadimplência segue controlada apesar do crédito maior, diz BC

BRASÍLIA - Os números do Banco Central (BC) ainda não refletem o temor de alguns analistas do mercado financeiro em relação ao aumento da inadimplência bancária. A taxa geral média de atraso nos pagamentos continua estável, ao redor dos 4%. Os dados de junho mostraram recuo de 0,3 ponto percentual sobre maio, mas segundo o BC, foi consequência de transferência de uma carteira de crédito de um banco para uma securitizadora.

Valor Online |

Nos dados divulgados hoje, a taxa média geral de atrasos acima de 90 dias nos empréstimos saiu de 4,3% em maio para 4% em junho. Nas operações de pessoas jurídicas houve queda de 0,1 ponto, ficando em 1,8%. Já entre as pessoas físicas o índice saiu de 7,4% para 7%.

De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o repasse da carteira bancária para uma empresa de cobrança de fora do sistema financeiro reflete essa diferença nos atrasos de pessoas físicas.

Se não fosse essa transferência, a inadimplência de pessoas físicas ficaria estável em 7,4%, informou Lopes. Ele voltou a afirmar que a autoridade monetária continua sem detectar situações de inadimplência acentuada no sistema.

Comentou também que sem o repasse à securitizadora, a taxa geral teria ficado em junho em 4,2%, mesmo patamar de abril. A taxa de 4% é a menor desde agosto de 2005, quando situou-se em 3,9% na média.

O BC aponta ainda que houve uma queda mensal de 1,1% no nível de provisões exigidas dos bancos para fazer face a atrasos, refletindo o acerto de dívidas bancárias por tomadores. O volume de provisões gerais ficou em R$ 55,671 bilhões em junho, equivalente a 5,2% do estoque global de crédito, de R$ 1,067 trilhão.

Lopes chamou a atenção para o aumento de prazos nos empréstimos, cuja média global subiu para 375 dias corridos ante 369 no mês anterior. No caso de financiamentos de veículos, o prazo médio passou a 602 dias, o maior já observado, citou ele, lembrando que o número representa apenas a média, pois no mercado há ofertas de financiamento de automóvel em até 100 meses.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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