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Inadimplência maior no setor automotivo não preocupa, diz Miguel Jorge

BRASÍLIA - O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, rejeitou crítica do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), de que o Brasil estaria vivendo a crise do suprime, tendo liberado crédito a tomadores de risco nos setores automotivo, agricultura e de derivativos. Segundo o ministro, o financiamento de veículos usados continua em dificuldades, porque não seguiu a alta evolução na venda de carros novos.

Valor Online |

Jorge admitiu que a inadimplência nas mensalidades de compradores de veículos novos subiu de 3,4% em setembro para 3,9% em outubro, mas disse que o aumento "não preocupa".

Na reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, também o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, se apressou em rechaçar a afirmação do senador oposicionista, à qual classificou de "excesso de retórica".

Segundo Coutinho, a natureza do grande volume de financiamentos verificados no setor automotivo, antes da crise financeira internacional ficar aguda em setembro, não pode ser comparada "ao lixo tóxico" que deu origem à crise americana no setor imobiliário. Ele disse que esses empréstimos não foram concedidos "de forma tão alavancada", nem a credores de alto risco, como ocorreu nos Estados Unidos com os chamados contratos suprime.

Segundo ele, nesse momento de escassez de crédito é natural que "esses setores passem por ajustes". Coutinho disse também que as empresas brasileiras que tiveram prejuízos com apostas cambiais no mercado de derivativos "já conseguiram saldar as perdas". O ministro Miguel Jorge disse que as apostas em derivativos foram "especulação".

Ele justificou as medidas de ajuda anunciadas pelo governo aos setores automotivo e construção civil alegando o objetivo de minimizar os efeitos de falta de liquidez de setores importantes na oferta de emprego no país.

O ministro disse ainda a Jereissati que a Medida Provisória 443, já aprovada na Câmara e agora em tramitação no Senado, cria condições para que o Banco do Brasil possa ajudar o governo a prover o sistema financeiro de mais liquidez, uma vez que possibilitará que o BB compre instituições financeiras em dificuldades momentâneas de capital.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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