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SÃO PAULO - A inadimplência dos consumidores brasileiros ficou 1,2% maior em setembro, em comparação ao apurado em agosto. Segundo a Serasa, responsável pelos dados, o indicador já acumula alta de 7,6% nos nove primeiros meses do ano, ante o mesmo período de 2007.

A alta na inadimplência é ainda maior na comparação entre setembro deste ano e o mesmo mês do ano passado, de 15,4%.

No período de janeiro a setembro deste ano, 43,2% da inadimplência dos consumidores esteve nas dívidas com os bancos. No segundo lugar no ranking de representatividade da inadimplência estão os débitos com cartões de crédito e financeiras, com 32,9%. Os cheques sem fundos aparecem em seguida, com 21,8%. No final da lista, estão os títulos protestados, com 2,2% das dívidas.

Nos primeiros nove meses de 2008, o valor médio das dívidas com bancos foi de R$ 1.371,35, o que representa um aumento de 7,5% sobre o valor apurado no mesmo período do ano passado. Para as dívidas com cartões de crédito e financeiras, o aumento foi de 10,9%, chegando a um valor médio de R$ 409,08. Já para os cheques sem fundo, o valor médio neste período foi de R$ 677,64, representando uma alta de 12% diante da mesma base de comparação. Da mesma forma, com avanço de 8,2%, o valor médio dos títulos protestados chegou a R$ 951,99 nos primeiros nove meses do ano.

A alta na inadimplência nesses nove meses é atribuída à piora na capacidade de pagamento dos consumidores, conforme análise dos técnicos da Serasa. Eles consideram o peso sobre o índice do maior endividamento da população, sobretudo nas linhas de crédito mais caras, como o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito.

Entre os fatores destacados pelos analistas da Serasa que têm dificultado o pagamento das dívidas dos consumidores estão a inflação dos alimentos no primeiro semestre, a elevação do IOF, da Selic, do spread bancário e, mais recentemente, o enrijecimento da concessão de crédito diante das incertezas da crise financeira global.

A Serasa lembra também que a inadimplência de 15,4% registrada entre setembro de 2008 e setembro de 2007 sofreu a influência do efeito calendário, já que neste ano houve 22 dias úteis contra 19 do ano passado.

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