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O Itaú Unibanco anunciou hoje que fechou março com índice total de inadimplência de 4,9%, considerando os atrasos superiores a 90 dias. Em março do ano passado, a inadimplência estava em 4,4% e, em dezembro, em 5,6%.

O Itaú Unibanco anunciou hoje que fechou março com índice total de inadimplência de 4,9%, considerando os atrasos superiores a 90 dias. Em março do ano passado, a inadimplência estava em 4,4% e, em dezembro, em 5,6%. Depois de atingir o pico de alta em setembro, quando chegou a 5,9%, o indicador começou a cair e o primeiro trimestre de 2010 é o segundo consecutivo em que ele apresenta diminuição. No segmento de pessoa física, a inadimplência terminou março em 6,8%, ante 7,9% no mesmo mês de 2009 e 7,6% em dezembro. No de pessoa jurídica, o indicador terminou o trimestre em 3,3%, abaixo do índice de dezembro (4%), mas acima do registrado em março do ano passado (1,9%). Com a melhora do cenário no crédito, o banco conseguiu ampliar em R$ 52 milhões as receitas de recuperação de crédito de liquidação duvidosa, que atingiram R$ 846 milhões. O Itaú Unibanco registrou queda dos índices de inadimplência pelo segundo trimestre consecutivo e encerrou março sem fazer provisões extras para crédito de liquidação duvidosa. A instituição apresentou redução de R$ 150 milhões na despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa em relação ao trimestre anterior e de R$ 507 milhões ante o primeiro trimestre do ano passado. Com isso, essa despesa terminou março em R$ 3,866 bilhões. O banco não fez previsões adicionais para devedores duvidosos, mantendo tendência iniciada no quarto trimestre do ano passado, e o saldo permaneceu em R$ 6,104 bilhões. O movimento ocorreu por conta da melhora dos índices de inadimplência, que caíram nos dois últimos trimestres tanto entre pessoas físicas quanto entre empresas. No primeiro trimestre de 2009, o banco fez R$ 539 milhões em provisões extras em meio à piora do crédito por conta da crise financeira mundial. Cartão de crédito e imóveis A carteira de pessoa física cresceu 12,5% em comparação com o mesmo trimestre de 2009. O destaque no segmento foram as operações com cartão de crédito, com expansão de 22,9%, e veículos, com 11%. No segmento de pessoa jurídica, a carteira teve queda de 0,8% na mesma base de comparação. Os empréstimos para grandes empresas foram os que tiveram pior desempenho, com recuo de 13,6%. Já os financiamentos para pequenas e médias empresas subiram 24,7%. Os financiamentos imobiliários, que o Itaú classifica como crédito direcionado, foram os que mais cresceram no banco, com expansão de 41,7%. A carteira terminou março com R$ 9,368 bilhões.

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