A expectativa de inadimplência da pessoa física no Brasil diminuiu 0,7% em agosto, no oitavo declínio mensal seguido, e deve prosseguir em queda nos próximos seis meses, mostra o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor, divulgado nesta sexta-feira. O índice alcançou o nível de 97,9, o menor desde março de 2008, quando assinalou 97,7.

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A recuperação do emprego com carteira assinada e a retomada "cíclica" da economia estão entre as causas que marcarão o decréscimo da inadimplência.

As seguidas reduções do indicador e a queda abaixo do nível de 100 a partir de maio aponta que o movimento de queda da inadimplência bancária das pessoas físicas (porcentagem da carteira de crédito com atraso maior que 90 dias) deverá persistir no quarto trimestre de 2009 e no primeiro de 2010, pois o índice tem uma linha de previsão média de seis meses à frente.

Já o Indicador Serasa Experian de Perspectiva da Inadimplência das Empresas teve uma queda de 7,3% em agosto, no sétimo declínio mensal seguido, chegando a 97,6. Pela primeira vez desde julho de 2008, o índice ficou abaixo de 100. O pico, de 143,7, foi alcançado em janeiro de 2009, no topo dos efeitos da crise econômica mundial na economia do País.

Os recentes declínios do indicador mostram que a inadimplência das pessoas jurídicas (atraso maior que 90 dias) passa por um período de curvatura, devendo começar um trajeto de normalização até o início de 2010. A recuperação econômica, o reequilíbrio do fluxo de caixa das empresas e as medidas governamentais para facilitar o acesso ao crédito das micro e pequenas empresas, com o fundo garantidor de investimentos, são alguns dos fatores que fundamentarão essa trajetória.

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