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Inadimplência cresce neste mês e vai a 13,8%

A inadimplência do consumidor já começa a dar sinais de aceleração. Na primeira quinzena deste mês, o número de créditos em geral com parcelas em atraso acima de 30 dias cresceu 13,8% na comparação com igual período de 2007, segundo pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Agência Estado |

O índice de novembro aumentou 1,1 ponto porcentual em relação ao de outubro (12,7%).

O ritmo de renegociação das dívidas em atraso aumentou 12,1%na primeira quinzena deste mês na comparação anual. Mas o acréscimo no ritmo de renegociações foi inferior à aceleração da inadimplência. Segundo a ACSP, a alta da inadimplência reflete o excesso de endividamento ocorrido nos últimos meses e não se deve ainda ao impacto da crise financeira internacional. Para entidade, "a inadimplência está controlada num patamar mais elevado".

Um estudo divulgado ontem pela Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), revela que a inadimplência de veículos cresceu lentamente entre 2004 e 2008, com valores anuais médios entre 7,5% a 9,3%. Em setembro de 2008, último mês disponível, o índice de calote teve um repique e chegou a 9,4%.

O setor de automóveis corresponde à metade dos financiamentos concedidos a pessoas físicas no Brasil, segundo Adalberto Savoli, presidente da Acrefi. Para ele, a inadimplência vai crescer a partir de 2009, por causa do aumento no desemprego. O estudo mostrou que houve aumento de 0,023% na inadimplência a cada 1% de aumento no desemprego no período de 2005 a 2007.

O receio do consumidor em assumir novas dívidas mantém o mercado de carros desaquecido, apesar da injeção R$ 8 bilhões de crédito do governo para as financeiras das montadoras. Até sexta-feira, por exemplo, o número de registros de licenciamentos de veículos somava neste mês 89.744 veículos, 24,4% menos que em igual período de 2007 e 17% abaixo dos primeiros dez dias úteis de outubro. Os feirões do fim de semana não estão incluídos.

Segundo revendedores, os resultados dos feirões ficaram abaixo das expectativas. A GM e a sua rede venderam no sábado e no domingo 1,6 mil carros novos e usados na Grande São Paulo. A Fiat vendeu perto de 875 unidades.

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