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O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, alertou ontem em duas ocasiões que o calote do Equador no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comprometerá o Convênio de Créditos Recíprocos (CCR), principal mecanismo de garantia e de estímulo às operações de comércio entre os 12 países da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). Amorim também antecipou que novos financiamentos oficiais brasileiros a obras e a outros projetos de investimento para o governo do presidente Rafael Correa serão suspensos, numa indicação de que o Planalto já está adotando sanções contra o Equador.

"Acordos que envolvam projetos e financiamentos ... não é que seja medida de retaliação, é de precaução: o Brasil terá de vê-los com muito cuidado", disse Amorim. "Nós lamentamos. Não fazemos isso com o coração leve, nem fazemos isso com prazer ou satisfação. O Brasil tem um grande empenho na integração sul-americana e em ajudar os países mais vulneráveis da região. Claro, desde que também seja respeitado nosso interesse. Para que isso ocorra, certas condições têm de estar presentes."

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