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INA de junho surpreende e Fiesp prevê agora alta de 6,5% neste ano

SÃO PAULO - A forte expansão da indústria paulista no mês de junho, de 3,1% em termos ajustados, levou a Federação da Indústria do Estado de São Paulo a elevar sua previsão de crescimento do Indicador do Nível de Atividade (INA) em 1 ponto percentual, para 6,5% em 2008.

Valor Online |

Considerando os dados sem ajuste sazonal a alta foi de 1,9% perante o mês de maio. Foi a variação mais expressiva para meses de junho de toda a série, iniciada em 2002. A elevação no primeiro semestre deste ano, de 8,8%, também é a maior para esse intervalo desde 2004, quando o indicador de atividade apontou aumento de 11,4%.

No mês passado a Fiesp havia divulgado uma queda de 2,7% na atividade de abril para maio deste ano, o que levou o Departamento de Pesquisas Econômicas (Depecon) da Fiesp à conclusão de que a indústria paulista de transformação teria iniciado o processo de desaceleração e o indicador fecharia este ano com taxa de crescimento da ordem de 5,5%, abaixo dos 6,3% verificados no ano passado.

"O resultado de junho nos surpreendeu e colocou dúvidas - positivas - a respeito da nossa avaliação anterior", diz Paulo Francini, diretor do Depecon da Fiesp. O resultado de junho foi puxado principalmente pela expansão das vendas reais, de 8,4% em relação a maio. No confronto com junho do ano passado o aumento foi de 12%.

Apesar de os números indicarem um ritmo de crescimento robusto do setor, a Fiesp continua apostando em uma acomodação da atividade em níveis mais modestos. Segundo Francini, o alto nível de inflação, a escalada do juro básico e a valorização cambial devem afetar a indústria em algum momento, podendo haver sinais de arrefecimento ainda neste terceiro trimestre, período que costuma ser tradicionalmente aquecido no setor produtivo.

"Não estamos em situação dramática, o problema é o plantio que está sendo feito para 2009", afirma. Ele voltou a reforçar que a valorização do real frente ao dólar é a variável mais nefasta para a competitividade, e a que traz também efeitos mais rápidos e eficazes para o combate da inflação.

Segundo ele, ao elevar a Selic o Banco Central acaba induzindo a apreciação cambial. O câmbio é a cortisona do BC para combater a inflação. Assim como o remédio, tem efeitos inegáveis, mas as contra-indicações são enormes, comparou.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) dos setores mais representativos da indústria paulista também continua alto, o que levou o indicador agregado a um patamar de 83,7%, bem acima do nível de 82,8% verificado em junho de 2007. Para Francini, o indicador continua condizente com o nível de atividade e não acrescenta preocupações em relação à inflação.

Alguns setores, no entanto, se mostram mais afetados pela alta de preços, diz. No de Alimentos e Bebidas a atividade caiu 0,6% de maio para junho, com ajuste sazonal. No acumulado do primeiro semestre a retração é de 4,8%, com vendas 14,7% menores do que as apuradas na primeira metade de 2007.

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