O resultado deficitário da balança comercial na quarta semana de outubro (dias 20 a 24), em US$ 98 milhões, foi impactado pelas maiores aquisições de petróleo em bruto, que somaram US$ 436 milhões no período, correspondendo a 32,7% do total importado até a quarta semana do mês (US$ 1,335 bilhão). Além disso, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as importações de gás natural somaram US$ 238 milhões no período.

As exportações somaram US$ 4,023 bilhões na quarta semana de outubro, com média diária de US$ 804,6 milhões, o que representa uma queda de 4,4% em relação à média registrada até a terceira semana do mês. Essa queda ocorreu, segundo os dados divulgados, em razão da retração das exportações de produtos semimanufaturados (-26%) e manufaturados (-3,2%). Já as vendas de produtos básicos registraram aumento de 6,7% no período.

As importações, que somaram US$ 4,121 bilhões no período, tiveram um aumento de 6,4% em relação à média diária, que ficou em US$ 824,2 milhões. Segundo o ministério, essa expansão é explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, adubos e fertilizantes, siderúrgicos e plásticos e obras.

No acumulado de outubro, as exportações registram crescimento de 16% em relação ao mesmo mês do ano passado e queda de 8,7% na comparação com setembro último. A expansão em relação a outubro de 2007 é decorrente do aumento das vendas nas três categorias de produtos: semimanufaturados (+28,3%); produtos básicos (+27,9%) e manufaturados (+0,8%).

Na comparação com outubro de 2007, as importações no acumulado do mês até a quarta semana cresceram, pela média diária, 40,6%. Isso se deve aos maiores gastos com produtos siderúrgicos (+100,5%), aeronaves e peças (+83,7%), adubos e fertilizantes (+82,8%), combustíveis e lubrificantes (+68,8%) plásticos e obras (+38,8%), veículos automóveis e partes (+37,2%), equipamentos mecânicos (+29,5%). Na comparação com setembro, o crescimento das importações de 0,5% foi impactado pelo aumento nos gastos com aquisições de aeronaves e peças (+66,9%), siderúrgicos (+20,3%), combustíveis e lubrificantes (+11,7%) e plásticos e obras (+10,3%).

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