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As importações brasileiras no mês de agosto bateram recorde histórico tanto em valor quanto pela média diária, informou nesta segunda-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. As compras somaram no mês passado US$ 17,478 bilhões, com média diária de US$ 832,3 milhões.

As exportações registraram o segundo maior valor mensal da história, totalizando R$ 19,747 bilhões, com média diária de US$ 940,3 milhões.

Segundo o ministério, em agosto, do lado das importações, o destaque ficou com combustíveis e lubrificantes, cujas compras aumentaram 132,6% em relação a agosto de 2007. As importações de bens de capital subiram 104,4% e de bens de consumo, 52%. As importações de matérias-primas e intermediários subiram 49,7%.

No acumulado de janeiro a agosto, tanto exportações quanto importações bateram recorde histórico para o período. As vendas externas em oito meses somaram US$ 130,843 bilhões, e as importações totalizaram US$ 113,936 bilhões. O desempenho do comércio exterior também foi recorde para o acumulado de 12 meses. As exportações somaram US$ 189,059 bilhões, praticamente alcançando a meta do governo para 2008, que é de US$ 190 bilhões. As importações atingiram US$ 159,578 bilhões no período.

As exportações de manufaturados, básicos e semimanufaturados registraram recorde para o mês de agosto, segundo o MDIC. O maior crescimento foi em produtos básicos, com expansão de 74,8% ante agosto de 2007. As maiores vendas ocorreram em minério de cobre, petróleo em bruto, minério de ferro, soja em grão e carnes de frango e bovina.

As exportações de semimanufaturados subiram 49%, puxadas por semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido, ferro-ligas e óleo de soja em bruto. Já os embarques de produtos manufaturados cresceram 19,6% em função, principalmente, das exportações de gasolina, álcool etílico, óxidos e hidróxidos de alumínio, tratores e aviões.

MILHO
O Brasil exportou em agosto 78% menos milho que em agosto de 2007, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No mês passado, o Brasil embarcou para o exterior 293,3 mil toneladas de milho, ante 1,353 milhão de toneladas no mesmo mês do ano passado.

O volume também é menor que o exportado em julho deste ano, quando as exportações do cereal totalizaram 377 mil toneladas. Os preços internos mais altos do que os indicados nos portos e a fraca demanda externa estão por trás do desempenho negativo das exportações de milho este ano.

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