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Imponente força naval ao redor de cargueiro ucraniano seqüestrado na Somália

Estados Unidos, Rússia e Malásia concentravam nesta quarta-feira uma imponente frota militar ao redor do Faina, o navio ucraniano carregado de armas seqüestrado no mar da Somália por piratas deste país, que exigem 20 milhões de dólares para liberar o navio e sua tripulação.

AFP |

Navios de guerra americanos - três segundo os piratas - vigiavam o cargueiro ucraniano de perto, enquanto pelo menos outros três navios militares estrangeiros seguem em direção às águas somalis.

De acordo com o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, um navio de guerra da Marinha de Moscou e duas fragatas da Malásia seguem para a região, onde o "Faina" foi capturado em 25 de setembro, diante do porto de Hobyo, região 500 km ao norte de Mogadíscio dominada pelos islamitas, que lutam desde 2007 contra o governo somali.

Rússia e Malásia são dois dos muitos países que já tiveram navios atacados e seqüestrados pelos piratas somalis no golfo de Aden e no Oceano Índico.

Os navios de guerra americanos mantêm "sob controle" o Faina, explicou Geoff Morrell, porta-voz do Departamento de Defesa.

"Neste momento, o que mais nos interesssa é encontrar uma solução pacífica ao problema", disse.

No entanto, Morrel insistiu en que a Marinha americana não está negociando com os piratas e garantiu desconhecer se outros países estabeleceram contato com eles.

"Continuamos cercados por navios estrangeiros. (...) Temos helicópteros sobre nossas cabeças, mas não houve nenhuma ação contra nós. Estamos preparados para qualquer eventualidade", explicou na terça-feira à AFP o porta-voz dos piratas, Sugule Ali, contactado por telefone por satélite desde Nairóbi.

O Faina, com bandeira de Belize, seguia para o porto de Mombasa, no Quênia, com um carregamento de armas - incluindo 33 carros de assalto T-72 - quando foi atacado.

Segundo Quênia e Ucrânia, a carga do navio é uma das entregas das armas vendidas pelo governo de Kiev ao de Nairóbi em um contrato assinado pelos dois países.

No entanto, um porta-voz da V Frota dos Estados Unidos, com base no Bahrein, afirmou que a carga estava destinada a um cliente no Sudão.

Os piratas confirmaram a informação do porta-voz americano, mas os governos do Quênia e Ucrânia negaram a mesma. O Sudão está sob embargo da ONU para a compra de armas.

bur-mc/fp

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