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Impasse sobre ajuda a montadoras dos EUA pode estar perto do fim

Washington - Os líderes democratas do Congresso dos Estados Unidos enviaram nesta segunda-feira à Casa Branca a minuta de um possível plano de resgate de US$ 15 bilhões para as três principais montadoras do país, com o objetivo de submetê-lo à votação esta semana.

Redação com agências |

Em entrevista coletiva, os democratas disseram que as negociações continuam e que a meta de qualquer acordo é conseguir um plano que promova a viabilidade da indústria automotiva a longo prazo.

Tanto o Congresso como a Casa Branca negociaram um plano de ajuda para General Motors (GM), Ford e Chrysler, que ajudará as principais fabricantes de automóveis dos Estados Unidos a evitar a quebra.

Às 18h31 (de Brasília), as ações da GM dispavam 19,61% impulsionadas pelas expectativas de que os líderes em Washington estão aparentemente mais próximos de um acordo sobre um socorro para as enfraquecidas fabricantes de carros americanos.

"Acho que haverá um anúncio sobre um acordo antes do fim do dia e antes que a semana termine teremos enviado um empréstimo de curto prazo ao escritório do presidente", disse o legislador democrata Barney Frank à rede de TV "CNBC".

Frank, que dirige a Comissão de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes, explicou que o empréstimo de US$ 15 bilhões, embora "insuficiente", ajudará as "Três Grandes de Detroit" a sobreviver até março de 2009.

Por enquanto, as partes envolvidas têm posições parecidas sobre três princípios básicos: que o empréstimo saia de um programa ambiental para a fabricação de automóveis eficientes e ecológicos, que o governo seja o principal credor e que se crie uma junta de supervisão para acompanhar a gestão dos fundos outorgados.

Reuters
Sindicalistas pressionam por medidas para indústrias de automóveis
Sindicalistas pressionam por medidas
para indústrias de automóveis

A legislação não abordará assuntos relacionados com os recursos humanos, apesar de alguns congressistas, inclusive, pedirem a cabeça do presidente da GM, Rick Wagoner.

Frank enfatizou que US$ 15 bilhões é pouco perante a crise de liquidez que as empresas enfrentam e prefere, da mesma forma que muitos democratas, que o resgate seja de pelo menos US$ 25 bilhões.

O legislador é a favor de que a diferença seja financiada com o plano de resgate aprovado para Wall Street, mas a Casa Branca se opõe a recorrer a esse fundo.

Na terça-feira passada, os principais executivos de Detroit apresentaram diante do Congresso um plano de reestruturação e viabilidade e pediram um total de US$ 34 bilhões.

Goverrno Bush

A Casa Branca se manifestou nesta segunda de forma otimista sobre o plano de resgate, agora que foram superados os principais empecilhos.

"Parece que temos um acordo sobre os princípios básicos que eram requeridos para que o presidente pudesse assinar um projeto de lei", assinalou a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino.

A porta-voz afirmou que "é muito provável" que o acordo seja anunciado nesta segunda, embora tenha considerado "prematuro" falar de uma votação enquanto o texto final ainda não foi revisado.

Perino reiterou a postura da Casa Branca de que qualquer resgate deve estar condicionado a que as empresas iniciem um plano "crível" de viabilidade a longo prazo.

Enquanto as coisas não se acertam na esfera dos executivos, dezenas de trabalhadores e sindicalistas de Michigan, Indiana, Ohio e Nova York chegaram nesta segunda em caravana ao Capitólio, na busca por ajuda.

"Chegamos aqui porque queremos que o Congresso nos ajude a fortalecer a base manufatureira. Esta crise é uma oportunidade para transformar o setor, mas não alcançaremos isso sem esta ajuda", disse à Agência Efe Mark Brenner, porta-voz do grupo, que argumenta que o colapso do setor será sinônimo de milhões de demissões.

Por sua parte, a GM, a montadora que mais está sofrendo com a crise, reconheceu sua culpa em carta aberta. A empresa diz que "decepcionou" e às vezes até "traiu" os consumidores.

"Embora sigamos sendo líder em vendas nos EUA, reconhecemos que decepcionamos. Às vezes traímos sua confiança ao permitir uma queda de nossa qualidade", diz o anúncio publicado na revista especializada "Automotive News".

O anúncio, segundo observadores, dista muito da arrogância mostrada pela companhia no mês passado, quando solicitou pela primeira vez a ajuda do Congresso, e se soma à ferrenha defesa que a GM fez de Wagoner.

Vários proeminentes republicanos, entre eles Richard Shelby, continuam se opondo ao resgate e inclusive o senador democrata Carl Levin reconheceu que juntar os votos a favor do plano "é um assunto complicado".

Uma vez aprovado o plano de resgate, a reforma do setor e sua supervisão ficarão como assunto já pendente para o Governo Barack Obama.

Veja o infográfico sobre a indústria americana de automóveis

Veja o infográfico

(Com Agência Efe e Agência Estado)

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