A divergência observada no governo brasileiro é a mesma das negociações internacionais. Os países industrializados temem se comprometer com metas fortes de redução das emissões de gases que provocam o aquecimento global pois não querem ter perdas econômicas.

A população teme que haja diminuição do emprego e os EUA, principalmente, tentam colocar como condição para um acordo global que os países em desenvolvimento - China, Índia e Brasil - reduzam a taxa de crescimento de suas emissões.

Já o G-77, grupo do qual o País faz parte, argumenta que a responsabilidade histórica pela emissão de gases-estufa é dos países industrializados e que, assim como as nações do Norte, também tem o direito de se desenvolver. Os países em desenvolvimento não aceitam metas obrigatórias e querem que os industrializados concedam financiamentos para adaptação às mudanças climáticas.

Mas, em Bangcoc, na semana passada, durante reunião preparatória para Copenhague, os ricos evitaram citar números. E tiveram uma ideia que minou a confiança dos países em desenvolvimento: acabar com o Protocolo de Kyoto e fazer um acordo único. Para o G-77, a hipótese é inaceitável.

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