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S P reduz perspectiva de rating dos bancos Indusval e Daycoval

SÃO PAULO (Reuters) - A agência de classificação de risco Standard & Poor informou nesta segunda-feira que mudou, de positiva para estável, a perspectiva para os ratings dos bancos Daycoval e Indusval. A S&P manteve o rating de longo prazo de ambos, fixado atualmente em BB-. A revisão na perspectiva para os ratings do Daycoval e do Indusval incorporam o cenário operacional mais desafiador para instituições financeiras no Brasil como consequência da turbulência nos mercados financeiros globais, disse o analista de crédito da S&P Marcelo Peixoto.

Reuters |

Desde a abertura dos negócios, os mercados da região já davam sinais de que enfrentariam outra segunda-feira negra, mas a magnitude das perdas superou as previsões mais pessimistas.

Antes de chegar à metade do pregão, a bolsa de São Paulo, a maior da América Latina em volume de negócios, teve que interromper duas vezes as operações por quedas superiores a 10% na primeira pausa, e depois a 15%, na segunda.

No final do dia, o índice Ibovespa acabou minimizando as perdas, com uma queda de 5,43%, para 42.100 pontos, que foi recebida com certo alívio pelos agentes financeiros.

Uma situação similar foi vivida nos demais países da América Latina, uma região cujas economias começam a sentir os efeitos da crise pela queda dos preços internacionais das matérias-primas, no que basearam seu crescimento nos últimos anos.

A bolsa de Buenos Aires suspendeu também as operações pouco depois da abertura quando o índice Merval caía 11%, embora da mesma forma que São Paulo tenha se recuperado, fechando o dia com uma perda de 5,9%.

O México, cuja economia tem uma enorme dependência da americana, também não ficou de fora da situação. Na sua bolsa, o índice IPC terminou o pregão com uma queda de 5,4%.

A série de perdas deixou o IPSA de Santiago com um estrago de 6,02%, enquanto o IGBC da Colômbia teve queda de 4,86%.

Se a coisa aperta do lado das bolsas de valores, o mercado cambial se mostrou também afetado, com quedas em moedas que há alguns meses mostravam força perante o dólar.

Foi o caso do real, que hoje caiu 7,57%, do peso mexicano (-6,06%), do chileno (-3,16%), do argentino (-0,94%) e do uruguaio (-0,92).

As autoridades buscam saídas para acalmar os mercados e evitar que o pânico se propague.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou hoje que o país "esta sólido, seus bancos estão sólidos e suas empresas estão sólidas", mas disse que "nada" pode impedir que as bolsas caiam.

Em reunião de chanceleres de América Latina e Caribe no Rio de Janeiro, o ministro Celso Amorim disse que é necessário que a região faça "ouvir sua voz nesse tema tão importante", como é a crise financeira.

"Não é mais possível que nós sejamos apenas aqueles que passivamente sofrem os efeitos das crises que acontecem nos grandes centros econômicos", afirmou.

O problema está em que depois do ocorrido com grandes bancos americanos e europeus que foram à quebra, os mercados andam com os nervos à flor da pele e, portanto, vulneráveis a qualquer tipo de rumor.

Nesse sentido, a corretora brasileira Planner recomendou hoje a venda de ações da Sadia pela "reincidência de perdas com as operações financeiras, o que põe em dúvida sua credibilidade de gestão e a capacidade de enfrentar riscos".

A Sadia reconheceu recentemente perdas de US$ 390 milhões com contratos futuros, um número superior a todos os seus lucros de 2007. Por isso, a agência de classificação de risco Standard & Poor's deu uma nota negativa à empresa, o que custou o cargo de seu presidente, Walter Fontana Filho.

O economista Emilio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), disse à Agência Efe que foi "precipitada e imprudente" a aposta de algumas empresas brasileiras no dólar baixo, e acrescentou que "agora serão penalizadas" pelo próprio mercado.

Os especialistas estão atentos, além do que ocorre em EUA e Europa, à temporada de divulgação de balanços empresariais do terceiro trimestre, que nas próximas semanas darão uma idéia do tamanho do contágio da crise à economia real latino-americana. EFE wgm/rr

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