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Impacto do reajuste do minério de ferro sobre a inflação é praticamente nulo, diz FGV

RIO - O impacto sobre a inflação do aumento de 65% no preço do minério de ferro conseguido este ano pela Vale será praticamente irrelevante, de acordo com estudo encomendado pela empresa à Fundação Getulio Vargas (FGV). Segundo resultado preliminar do estudo, divulgado hoje durante entrevista sobre os resultados da mineradora em 2007, a diferença entre as previsões do modelo livre de inflação sem o reajuste do minério e com o reajuste apontam para uma pressão inflacionária de apenas 0,05 ponto percentual em 2008.

Valor Online |

De acordo com Demian Fiocca, diretor-executivo de Tecnologia da Informação e Gestão da Vale, a FGV estima que o reajuste de 65% signifique um impacto de US$ 7 bilhões de superávit na balança comercial brasileira, o que geraria uma pressão negativa de 1,28% na taxa de câmbio. A queda do câmbio geraria, por sua vez, pressão deflacionária de 0,128%, em contraposição às pressões de alta provocadas na cadeia produtiva do aço.

No conjunto, o impacto nos preços é irrelevante, frisou Fiocca, que presidiu o Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante parte do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O estudo da FGV mostra ainda que os ciclos de forte demanda por commodities costumam ser grandes, durando décadas, e que a China ainda poderá crescer a altas taxas pelos próximos 40 anos, antes de atingir o nível de urbanização da população conseguido pelo Brasil no fim do seu período de industrialização.

Fiocca ressaltou ainda que o atual ciclo de acúmulo de reservas por que passa o Brasil é condizente com os períodos de maior investimento na economia nacional.

A FGV calculou com números, mas o que é bem conhecido na história do Brasil é que períodos de maior prosperidade nas contas externas são os períodos de maior crescimento. O Brasil deve ter crescido em 2007 entre 5% e 5,5% e os investimentos devem ter crescido de 12% a 15%, segundo estimativas. Nós estamos com esse período de extremo sucesso nas exportações, permitindo que Brasil invista ainda mais rápido do que ele cresce, o que é colocar fundações para nossa prosperidade futura, afirmou Fiocca.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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