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Impacto de medida deve aparecer só em 3 meses

O corte na produção de petróleo anunciado ontem pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) só deve ter impacto efetivo no preço da commodity em meados do ano que vem. Essa é a opinião de especialistas consultados pelo Estado, para quem ainda não é possível prever a dimensão da retração no consumo mundial e em que ritmo os estoques atuais serão consumidos.

Agência Estado |

"Se os cortes tiverem efeito, vai ser mais para frente. Os estoques estão muito altos, há notícias de empresas aproveitando os preços baixos para estocar óleo em navios", aponta Walter de Vitto, analista da Tendências. Apenas esta semana, os estoques americanos subiram 525 mil barris, cinco vezes o projetado por analistas.

Para Vitto, a demanda ainda deve cair mais nos próximos meses. Antes de três ou quatro meses, não será possível estimar os impactos da redução da produção nos preços, estima. As cotações continuarão baixas na maior parte de 2009, podendo subir apenas nos últimos meses.

Opinião semelhante tem o diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), Adriano Pires, que considera uma defasagem de 3 a 6 meses para que o efeito apareça. "Em períodos de recessão, a queda na demanda acontece muito antes das decisões de corte na produção", explica. Pires lembra que os EUA são responsáveis por 24,2% do consumo mundial de petróleo e vêm enfrentando forte retração econômica.

"Os efeitos dos cortes vão depender dos níveis de redução do consumo", reforça o consultor John Forman.

O consenso é que não é possível ainda fazer uma avaliação sobre os cenários futuros. Vitto, da Tendências, projeta uma cotação média de US$ 55 por barril para 2009, pressionada por um possível aumento nos preços no segundo semestre. Antes do anúncio do corte, havia bancos projetando US$ 30 já no início do ano.

No Brasil, a preocupação está no anúncio do plano de investimentos da Petrobrás, previsto para esta sexta-feira. A expectativa é que a estatal foque atenções em projetos mais baratos e rápidos de produção, com o objetivo de antecipar geração de caixa, adiando grandes empreendimentos em refino, como os do Maranhão e do Ceará.

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