A alta de 0,75 ponto porcentual na taxa básica de juros, a Selic, anunciada ontem à noite pelo Comitê de Política Monetária (Copom), deve impactar a dívida líquida do setor público em cerca de R$ 4,8 bilhões, se permanecer por 12 meses. O impacto ocorre diretamente na parcela da dívida atrelada à taxa Selic.

Dados do Banco Central (BC) mostram que, em maio, essa parcela da dívida era de R$ 645,4 bilhões.

Nos cálculos do BC, a cada 1 ponto porcentual de alta na taxa básica, a dívida líquida total sobe o equivalente a 0,26 ponto porcentual em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Dessa forma, a alta de 0,75 deve elevar em 0,19 ponto porcentual a dívida líquida, que, em maio, estava em 40,8% do PIB. Considerando que o BC já havia promovido anteriormente duas elevações de 0,5 ponto cada na taxa básica, o impacto da política monetária na dívida líquida do setor público, se permanecer durante 12 meses, já supera os R$ 10 bilhões.

Levando-se em conta apenas a dívida interna em títulos do governo federal, o efeito da política monetária é um pouco menor. Considerando os R$ 439,06 bilhões de papéis atrelados à Selic existentes em maio, cada 0,75 ponto de elevação nos juro básico, ao longo de 12 meses, tem impacto de R$ 3,3 bilhões no estoque da dívida. Ou seja, o aperto de 1,75 ponto porcentual já promovido pelo BC neste ano deve aumentar em cerca de R$ 7,5 bilhões a dívida interna. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Leia também:

Leia mais sobre Selic

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.