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Ilha de vikings concentra fabricação de petroleiros

Uma ilha da Noruega habitada por pescadores descendentes de vikings tornou-se um dos principais centros de construção de navios e embarcações utilizadas na extração de petróleo. Fosnavag é o nome dessa pequena ilha de 8,5 mil habitantes, que concentra uma frota de 135 navios, avaliados em 25 bilhões de coroas, ou R$ 7,5 bilhões.

Agência Estado |

O capitão Stig Remoy, dono de uma das maiores companhias de navio da Noruega, prestadora de serviços de petroleiras de todo o mundo, incluindo a Petrobras, personifica a transformação ocorrida na região em menos de 20 anos. Em 1978, Remoy era um pescador de 19 anos, que se aventurava no Mar do Norte, quando a indústria petrolífera norueguesa estava no início do seu boom.

O jovem capitão teve uma idéia que o tornou um próspero empresário: pediu emprestado ao pai o equivalente a R$ 20 mil e comprou um navio pesqueiro, o primeiro de sua frota. Hoje, controla uma empresa que vale R$ 1,2 bilhão.

O segredo do sucesso, segundo ele, foi o espírito empreendedor, o domínio da tecnologia de construção e a concorrência, que levou o capitão e outros pescadores da região a desenvolverem algumas das embarcações mais modernas para a extração de petróleo de grandes profundidades do mar. "Eu só fiz o colegial, mas foi o conhecimento primitivo e a competição entre vizinhos que funcionou."

Em vez de barcos de pesca, a pacata Fosnavag hoje está tomada por pequenos estaleiros, onde são montados os equipamentos para petroleiros. A carcaça dos navios, entretanto, é feita no Leste Europeu, onde a mão-de-obra é mais barata. A expertise dos descendentes de vikings é desenvolver tecnologias que tornem os navios mais capazes e econômicos na sua função, que é sugar e transportar o petróleo do fundo do mar.

Apesar de o governo norueguês ter sua parcela de colaboração no desenvolvimento dessa indústria, que contou com incentivos fiscais entre 1996 e 2007, Remoy reclama dos políticos e dos impostos que o governo quer cobrar hoje.

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