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IGP-M sobe para 0,80% na 1ª prévia

O dólar alto continua pressionando a inflação. A primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de novembro subiu 0,80%, após registrar avanço de 0,55% em igual prévia em outubro.

Agência Estado |

É o segundo índice divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) a detectar influência da desvalorização cambial na inflação. O primeiro foi o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), anunciado na semana passada, que subiu de 0,36% para 1,09% de setembro para outubro.

O coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, explicou que a valorização da moeda norte-americana tem puxado para cima os preços de produtos relacionados ao dólar. O IGP-M é usado para calcular os reajustes dos aluguéis. Para Quadros, é cedo para afirmar se o impacto cambial manterá a mesma força até o fim do mês, elevando o IGP-M de novembro para 1%, acima da taxa completa de outubro (0,98%).

Na análise do economista, produtos cujos preços estão diretamente relacionados à cotação do dólar, como o minério de ferro, podem subir menos em novembro. Isso pode ajudar a diminuir a taxa do IGP-M ao longo de novembro.

Mas, até o momento, o dólar só tem contribuído para acelerar os preços. É o caso do setor industrial no atacado, cuja variação de preços passou de 0,87% para 1,74% da primeira prévia de outubro para igual prévia em novembro.

Isso impulsionou a inflação do atacado, que saiu de 0,71% para 1,01% no mesmo período. "O efeito cambial tem sido suficientemente forte para acelerar a inflação do setor industrial no atacado", comentou Quadros.

Como exemplo, o economista da FGV citou a aceleração nos preços do segmento de materiais para manufatura no atacado, de 0,93% para 1,71%. Esse segmento é uma espécie de referência para mensurar o impacto das oscilações do dólar nos preços no atacado.

A analista da consultoria Tendências Ariadne Vitoriano também destacou a influência da valorização cambial na primeira prévia do índice. Entre os exemplos citados pela economista estão os aumentos nos preços de aparelhos e equipamentos de comunicação (2,06%) e e minerais metálicos (16,06%).

Os dois economistas acrescentaram ainda que a evolução dos preços agropecuários no atacado ajudou a conter, em parte, o impacto do aumento de preços industriais no cálculo da primeira prévia do IGP-M. Isso porque os preços agropecuários saíram de um aumento de 0,25% para uma deflação de 1,04%, no período. "A taxa da primeira prévia poderia ter subido mais, se não fosse a queda nos preços agropecuários", avaliou Salomão Quadros.

Já os preços no varejo também saíram de deflação de 0,08% para aumento de 0,22% da primeira prévia de outubro para igual prévia em novembro, ajudando a empurrar para cima a taxa da primeira prévia. Os preços na construção, por sua vez, desaceleraram (de 0,97% para 0,70%) no mesmo período.

SERVIÇOS

A FGV também informou ontem que a inflação de serviços em 12 meses atingiu o aumento de 6,35% até o Índice Geral de Preços (IGP-10) de outubro. Esse patamar é maior que a inflação média do varejo para o mesmo período (5,47%).

Ainda segundo a FGV, o aumento acumulado de preços de alguns serviços atingiu o nível mais intenso dos últimos quatro anos. É o caso das taxas de inflação em teatros (14,86%), hotéis (11,29%) e refeições em restaurantes (10,85%). O economista André Braz comentou que a taxa de elevação nos preços das refeições foi causada pelo forte aumento de preços dos alimentos n esse ano.

"Foi um dos destaques do levantamento. E é algo importante. Comer fora, atualmente, já faz parte do cotidiano do consumidor", afirmou.

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