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IGP-M sobe para 0,55% na 1ª prévia de outubro

Pressionada pelos preços dos produtos agrícolas, em alta no atacado, a primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de outubro subiu 0,55%, após a variação nula em igual prévia em setembro, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa surpreendeu negativamente o mercado financeiro, que esperava elevação de, no máximo, 0,44%.

Agência Estado |

Metade do aumento no indicador veio dos aumentos de preços da mandioca (ou aipim), com 23,20%, e do tomate, com 1,57%.

Nessa prévia, os efeitos da crise financeira nos mercados internacionais também são perceptíveis na variação de preços no atacado. A alta de preços no setor agrícola levou ao fim a deflação nos preços no atacado, que passou de -0,14% para 0,71%. O atacado representa 60% do total do IGP-M e foi determinante para a taxa elevada, no primeiro saldo do mês.

O resultado abre espaço para um IGP-M integral em outubro bem maior do que o de setembro (0,11%). Usado para reajustar preços de aluguel, o IGP-M acumula aumentos de 9,07% no ano e de 11,76% em 12 meses, até a primeira prévia de outubro.

O coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, explicou que está havendo um cenário de menor oferta no mercado interno. "No caso da mandioca, isso parece estar ocorrendo em várias regiões do País, ao mesmo tempo", comentou.

O grupo alimentação, no setor atacadista, apresentou enfraquecimento da deflação (de -1,29% para -0,03%). Alguns produtos estão apresentando queda menos intensa de preços, como o trigo (de -12,83% para -4,17%) e milho em grão (de -5,73% para -4,21%).

Outros produtos já estão com preços em aceleração, como o arroz em casca (de 0,19% para 5,17%). "Os aumentos de preços dos alimentos no atacado estão mais disseminados no setor", afirmou Quadros.

A queda na cotação do barril do petróleo no mercado internacional se refletiu nos preços de produtos ligados direta ou indiretamente ao produto. No atacado, houve desaceleração de preços de produtos químicos orgânicos com petróleo na origem (de 7,35% para 0,35%) da primeira prévia de setembro para a de igual período de outubro.

A variação dos produtos derivados de petróleo passou de 0,24% para -0,36%; a dos combustíveis, de 3,89% para -0,01%; e a do querosene de aviação, de 0,79% para variação zero. Em contrapartida, a arrancada na cotação do dólar puxou para cima preços de itens dolarizados, como minério de ferro (de 1,34% para 10,06%).

Para Quadros, a disparada cambial é passageira, causada por um cenário "de desconfiança e de turbulência". "Os efeitos do câmbio alto sobre o atacado deverão ser limitados e temporários", afirmou o economista da FGV.

No varejo e na construção civil, os preços apresentaram queda e desaceleração, respectivamente. Houve manutenção de deflação de 0,08% no preços para o consumidor. No mesmo período, a taxa de inflação no setor da construção perdeu força, passando de 1,17% para 0,97%.

Ontem, a FGV também revelou os resultados regionais de inflação das sete capitais usadas para cálculo do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), que mostrou altas mais fortes e quedas menos intensas em seis das sete cidades pesquisadas entre a última semana de setembro e a primeira semana de outubro. São Paulo foi um dos destaques, com forte aceleração de preços no varejo no período, de 0,10% para 0,35%, em razão do cenário de alimentos mais caros. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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