Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

IGP-M de 1,76% indica desaceleração

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Varga, subiu menos em julho. A alta foi de 1,76%, ante 1,98% em junho.

Agência Estado |

A desaceleração estabelece, na avaliação do coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, uma trajetória sólida. Isso porque 80% dos itens que compõem o IGP-M registram aumentos menores de preços. "É uma desaceleração consistente, apesar de ainda existirem alguns focos violentos."

Os três componentes do índice - preços no atacado, varejo e construção civil - contribuíram para a perda de ritmo. O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 2,20% em julho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), 0,65%, e o Índice Nacional de Custo da Construção, 1,42%.

Até julho, o IGP-M acumula elevações de 8,71% no ano e de 15,12% em 12 meses. A queda do nível inflacionário foi comemorada pelo mercado, mas ainda está distante do ideal. Uma taxa de inflação mais tranqüilizadora necessitaria de um IGP-M bem abaixo de 1%, o que, para o economista da MB Associados Sérgio Vale, só ocorrerá a partir de setembro.

A taxa de julho ficou abaixo do esperado pela MB, que previa 1,80%, e dentro da média de expectativas do mercado. "De qualquer forma, foi um resultado positivo", analisou Vale.

Para ele, essa desaceleração tem muito da influência do desconto de cerca de 3,5% na alíquota do PIS/Cofins incidente sobre a conta de luz. Esse desconto acabou compensando, em parte, a pressão do aumento médio de 8,6% na tarifa de eletricidade. "Por causa disso, o grupo Habitação saiu de uma alta de 0,41% em junho para 0,39% agora em julho", afirmou Vale.

No IPC, o grupo Alimentação reduziu a inflação de 2,20% para 1,41% e no INCC, a maior contribuição veio da mão-de-obra, que desacelerou de uma alta de 3,75% em junho para 1,27% neste mês. "Mas, quando chegamos no IPA, a desaceleração é pequena", avaliou Quadros, referindo-se à queda de apenas 0,07 ponto porcentual no IPA.

No atacado, os preços agrícolas dos dois principais grãos (soja e milho) receberam um forte aumento de preços, de 9,38% e 11,64%, respectivamente. "Foram duas pancadas que fizeram com que IPA Agrícola subisse bastante", afirmou Quadros sobre a alta de 3,69% desse componente do IGP-M. "Na agricultura, tem ainda o efeito dos bovinos, que, apesar de terem subido 7,59% ante 9,54% em junho, ainda continuam em um nível muito elevado."

Os preços dos fertilizantes, um dos principais canais de repasse de preços, subiram 1,19% em julho, ante 8,52% em junho. "É uma boa redução para um grupo de preços que subiu 86% em 12 meses", disse Quadros.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG