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IGP-DI tem nova desaceleração em julho e é o menor desde dezembro

Indicador usado no cálculo de reajustes de tarifas públicas, aluguéis e planos de saúde teve alta de 0,22% no mês passado

iG São Paulo |

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) voltou a desacelerar em julho e registrou variação de 0,22%. Esse resultado é o menor desde dezembro de 2009, quando houve deflação de 0,11%. A alta registrada no mês de junho foi de 0,34% ante uma aceleração de 1,57% em maio. O indicador acumula alta de 5,71% no ano e de 5,98% em 12 meses.

O IGP-DI de julho foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência. O índice medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) é utilizado como referência nos reajustes de tarifas públicas, contratos de aluguel e planos de saúde.

Entre os indicadores utilizados no cálculo do IGP-DI, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de 0,34%. No mês anterior, a taxa foi de 0,43%. O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de -0,58%. No mês anterior, a taxa foi de -0,17%. O principal responsável por este recuo foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -0,99% para -6,46%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis, apresentou variação de -0,03%. No mês anterior, o resultado foi de -0,11%.

O índice do grupo Bens Intermediários apresentou taxa de variação de 0,05%. No mês anterior, o grupo assinalou elevação de 0,22%. O destaque de desaceleração ficou por conta do subgrupo materiais e componentes para a construção, cuja taxa de variação passou de 1,09% para 0,08%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, apresentou variação de 0,09%. No mês anterior, a variação foi de 0,20%.

No estágio das Matérias-Primas Brutas, a taxa de variação avançou de 1,57%, em junho, para 2,02%, em julho. Os destaques no sentido ascendente foram: soja (em grão) (2,78% para 6,73%), minério de ferro (5,77% para 7,60%) e aves (-0,08% para 4,02%). Em sentido oposto, vale mencionar: leite in natura (-2,00% para -6,66%), milho (em grão) (1,14% para -4,15%) e café (em grão) (6,01% para 3,50%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou taxa de variação de -0,21%, repetindo a apurada no mês anterior. Foram observadas desacelerações em quatro das sete classes de despesa componentes do índice: Vestuário (0,71% para -0,70%), Educação, Leitura e Recreação (0,01% para -0,10%), Habitação (0,29% para 0,23%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,46% para 0,42%). As principais contribuições para estes movimentos partiram dos itens: roupas (0,78% para -0,82%), passagem aérea (4,09% para -7,09%), mobiliário (0,77% para -0,29%) e dentista (0,78% para -0,52%), respectivamente.

Em sentido ascendente, destacam-se os grupos: Transportes (-0,21% para 0,15%), Despesas Diversas (0,60% para 0,95%) e Alimentação (-1,32% para -1,19%). Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos preços dos itens: álcool combustível (-5,07% para 2,29%), mensalidade para TV por assinatura (-0,58% para 0,43%) e adoçantes (-9,87% para -3,92%), respectivamente.

O núcleo do IPC registrou variação de 0,28%, em julho. Em junho, a taxa foi de 0,37%. Dos 87 itens componentes do IPC, 46 foram excluídos para o cálculo do núcleo. Destes, 18 registraram variações acima de 0,55%, linha de corte superior, e 28 apresentaram taxas abaixo de -0,08%, linha de corte inferior. Em julho, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 53,29%, ante 55,26%, em junho.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em julho, taxa de variação de 0,44%, abaixo do resultado do mês anterior, de 1,09%. Os três grupos componentes do índice apresentaram decréscimos em suas taxas de variação: Materiais e Equipamentos, de 0,94% para 0,43%, Serviços, de 0,71% para 0,42%, e Mão de Obra, de 1,30% para 0,46%.

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