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IGP-DI sobe para 1,09% em outubro

O dólar alto fez disparar o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em outubro, para 1,09%, três vezes maior que a setembro (0,36%). O coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, explicou que cerca de dois terços da aceleração decorre da disparada dos preços industriais no atacado (de 0,77% para 1,86%), muito influenciados pela desvalorização cambial.

Agência Estado |

A inflação do atacado saltou de 0,44% para 1,36% de setembro para outubro. "Na prática, a inflação do atacado foi industrial", disse Quadros. Entre os exemplos de altas puxadas pelo dólar estão as do ácido fosfórico (11,06%), benzeno (6,71%), celulose (13,49%), elastômeros (borracha sintética, 21,85%) e computadores (3,71%).

Esse cenário também puxou a taxa de 12 meses, para 12,29% em outubro, após alta de 11,90% em setembro. Quadros acha "difícil" que a taxa anual do IGP-DI feche 2008 abaixo de 10%. Mesmo não sendo mais usada para reajustar a tarifa de telefone, a taxa ainda indexa as dívidas dos Estados com a União.

Embora menos que no atacado, os preços no varejo também sentiram os efeitos do dólar. O setor saiu da variação negativa de preços de 0,09% para alta de 0,47% em outubro, em razão do fim da deflação nos alimentos (de -0,97% para 0,83%). No mesmo período, a desvalorização cambial impulsionou a inflação dos bens duráveis (automóveis e eletrodomésticos) de 0,02% para 0,23%.

"No caso do varejo, os efeitos do dólar não são tão evidentes. Essa influência cambial é mais gradativa", afirmou. Quadros citou produtos relacionados ao dólar que ficaram mais caros, como computadores e periféricos (de 0,29% para 2,49%) e equipamentos eletrônicos (de -0,39% para 0,35%).

O analista da consultoria Tendências classificou esse efeito cambial como "defasado", visto que o dólar não está subindo tanto hoje como estava em outubro. Entretanto, não descartou a continuidade da influência do câmbio no varejo nos próximos resultados do índice. "O resultado aponta para uma significativa aceleração de preços dos bens comercializáveis na inflação ao consumidor nos próximos meses", afirmou. O preços na construção desaceleraram (de 0,95% para 0,77%), refletindo o início do desaquecimento do setor.

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