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IGP-10 recua a 0,38% e é o menor em 12 meses

O cenário de alimentos mais baratos levou ao enfraquecimento da inflação medida pelo Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), que subiu 0,38% em agosto. Em relação à alta de 2% apurada em julho, a taxa despencou.

Agência Estado |

Nos últimos 12 meses, foi também o menor resultado do indicador. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o destaque ficou por conta da desaceleração de preços das commodities no atacado.

"Somente a movimentação de preços de três produtos: soja (de 12,88% para -6,51%), milho (de 6,93% para -3,73%) e bovinos (de 11,15% para 0,72%) responderam por mais de 40% da desaceleração do IGP-10", afirmou o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros.

O recuo da inflação entre julho e agosto foi o mais intenso mensal do IGP-10 desde janeiro de 2003, quando o indicador subiu 2,29% após registrar alta de 4,87% no mês anterior. Embora não descarte taxas reduzidas no curto prazo, Quadros observou que ainda é incerta a sustentabilidade desse processo em um período mais longo. Classificou, porém, como "boa notícia" o resultado, principalmente para o Banco Central (BC), que tem aplicado uma política de elevação na taxa básica de juros (Selic). "Mostra que não há novas pressões de altas de preço."

Quadros acredita que o BC deve continuar a elevar os juros, mesmo porque fatores como demanda pressionada por alimentos, nos mercados interno e externo, ainda permanecem no cenário macroeconômico. "Mas não há razão para outra rodada de aumento forte, de 0,75 ponto percentual", avaliou, citando o último patamar de elevação, decidido em julho.

O analista da consultoria Tendências, Gian Barbosa, comentou que o IGP-10 de agosto apresentou um "patamar mais confortável" em comparação com a taxa apurada pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de julho, de 1,12%. Em agosto, o atacado foi o setor que mais influenciou, entre os três pesquisados para cálculo do índice. O setor atacadista também registrou a menor taxa de inflação em um ano, com alta de 0,25% em agosto, bem abaixo do avanço de 2,54% em julho.

No atacado, houve taxas menores de inflação, e até deflação, tanto nos preços dos itens agropecuários (de 4,66% para -1,98%); quanto nos industriais (de 1,71% para 1,13%). Mas o setor agropecuário foi o que mais contribuiu, pois teve uma desaceleração "ampla, geral e irrestrita" nos preços do atacado, segundo o economista da FGV.

Os alimentos também foram responsáveis pela perda de força da inflação no varejo, que caiu para quase metade, entre agosto e julho (de 0,65% para 0,36%). No mesmo período, os preços dos alimentos também subiram menos (de 1,56% para 0,13%). A inflação perdeu força também na construção civil (de 1,50% para 1,43%), beneficiada por desaceleração de preços na mão-de-obra (de 1,40% para 0,77%).

O recuo da cotação internacional do barril de petróleo tem ajudado a segurar os aumentos de preços de alguns combustíveis no mercado interno, o que se refletiu na taxa menor do IGP-10 de agosto. Mas não somente os derivados de petróleo se comportaram dessa forma. "Todos os combustíveis no atacado apresentaram preços em desaceleração", acrescentou. É o caso da variação de preços do álcool hidratado (de 7,13% para 3,61%).

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