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IGP-10 mostra deflação e DIs retomam trajetória de baixa na BM F

SÃO PAULO - Depois de um breve ajuste de alta na quarta-feira, os contratos de juros futuros retomam a trajetória de queda na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). Contribuindo para as apostas de juros menores, mais um indicador de preços apontou deflação neste começo de ano.

Valor Online |

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou variação negativa de 0,85% em janeiro, resultado menor que o previsto.

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,03 ponto percentual, para 11,56%. O contrato para janeiro 2011 tinha desvalorização de 0,04 ponto, a 11,69%. E janeiro 2012 apontava 11,77%, também com queda de 0,04 ponto.

Na ponta curta, o DI para julho de 2009 caía 0,01 ponto, para 12,25% ao ano. E o vencimento para março de 2009 perdia 0,07%, projetando 13,02%.

O estrategista de renda fixa da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, afirma que mudou sua expectativa quanto à decisão de juros do Banco Central (BC) com a divulgação do IGP-10. "Estava acreditando em 0,5 ponto, mas com essa deflação gigante acho que o corte vai ser de 0,75 ponto percentual."
De acordo com o especialista, o indicador de preço apresentado hoje mostra que o temido repasse da alta do dólar não está acontecendo. Para Nepomuceno, essa contaminação já teria que ter começado, pois a moeda norte-americana tem trajetória de alta há mais de três meses.

"É a atividade que está mandando. As empresas estão queimando estoques e não tem sinal de retomada da demanda", avalia.

Dentro desse cenário, o estrategista aponta que a inflação deve convergir mais rapidamente para o centro da meta, o que permite uma velocidade maior no ajuste da taxa de juros pelo Banco Central.

No entanto, Nepomuceno afirma que a capacidade de baixar juros da autoridade monetária esbarra na necessidade de financiamento do governo. Por isso, o ciclo de redução da taxa básica deve ser de no máximo 3 pontos percentuais.

"O BC não pode derrubar o juro real para baixo de 6%, pois tem que manter a atração de recurso externo. O juro real tem que ficar confortável para o capital estrangeiro", avalia.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro realiza hoje leilão de venda de Letras do Tesouro Nacional (LTN), Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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