Rio, 13 - O impacto do dólar alto sobre os preços de alguns itens no atacado começa a arrefecer, na análise do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. Ao comentar o resultado do IGP-10 de novembro, anunciado hoje, ele informou que alguns produtos, cujos preços são relacionados direta ou indiretamente à cotação da moeda norte-americana, já apresentam taxas de elevação menos intensas.

É o caso da desaceleração de preços registrada em celulose (de 13,20% para 4,36%). "O efeito do câmbio, na margem (do resultado dos índices), já não é tão forte assim", afirmou.

O economista disse ainda que muitos itens que estão mostrando trajetórias de aceleração de preços, impulsionados pelo dólar em patamar elevado, devem apresentar taxas de inflação menos intensas nos próximos resultados dos índices inflacionários. É o caso de produtos químicos (de 4,23% para 2,73%); ácido nítrico (de 10,53% para 22,22%) e produtos químicos orgânicos (de 1,09% para 10,33%). "Muitos preços de produtos químicos e da petroquímica, devem subir menos nas próximas apurações de índices. Com o preço do petróleo se reduzindo dessa maneira, não tem como os preços dos produtos petroquímicos continuarem a subir de forma intensa, por muito tempo", afirmou. (Alessandra Saraiva)

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