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IGP-10 de 2% é o maior em mais de 5 anos

Um choque de preços dos produtos agrícolas no atacado levou à inflação maior do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), que subiu 2% em julho, ante 1,96% em junho. Foi uma surpresa para o mercado financeiro, que esperava, no máximo, 1,95%, e o maior resultado para esse índice em mais de cinco anos.

Agência Estado |

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a elevação de preços agrícolas saltou de 2,62% em junho para 4,66% em julho - o maior nível do ano. O avanço foi provocado por altas de preços em três itens: soja em grão (12,88%); bovinos (11,15%) e milho em grão (6,93%).

Com o resultado de julho, que abrange o período de 11 de junho a 10 deste mês, o IGP-10 acumula 8,64% no ano e 14,72% em 12 meses - taxa que é a maior em mais de quatro anos. Para o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, esse cenário abre espaço para o índice fechar o ano entre 11% e 12%, faixa já citada no relatório semanal Focus do Banco Central (BC), que informa as expectativas de instituições financeiras no País sobre indicadores econômicos.

"Creio que nenhum analista tem feito projeções de Índices Gerais de Preços (IGPs) abaixo de 10% para 2008." Tendo em vista o atual cenário, Quadros não vê razão para o BC parar de elevar a taxa de juros nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Segundo a FGV, de junho para julho, houve desacelerações de preços no varejo (de 0,93% para 0,65%) e na construção civil (de 2,66% para 1,5%). Somente o setor atacadista apresentou aceleração de preços (de 2,21% para 2,54%) entre os três pesquisados para o IGP-10.

Segundo Quadros, em julho, os preços da soja e do milho no mercado interno foram influenciados pelas cotações no mercado internacional. Já os bovinos foram afetados pela oferta reduzida no mercado interno, por causa do abate de matrizes há dois anos.

Mesmo com o avanço da inflação em julho, o economista da FGV acredita na possibilidade de desaceleração dos IGPs ainda no segundo semestre. Segundo Quadros, no total de itens para cálculo do IGP-10 "há mais itens em desaceleração do que em aceleração".

IPC-S

Ontem, a FGV anunciou ainda a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), que subiu menos na segunda semana de julho: 0,69%, ante 0,79% no índice anterior. Quedas e desacelerações de preços nos alimentos processados no varejo foram fundamentais para a taxa menor do IPC-S, na análise do economista da fundação, André Braz. Para ele, o índice tem condições de continuar em desaceleração até o fim do mês.

Mas, segundo Quadros, dois fatores vão puxar para cima a inflação do varejo em agosto: o impacto de aumentos nas tarifas - como telefonia, em âmbito nacional, e eletricidade em São Paulo, já anunciado pela Eletropaulo - e a aceleração de preços dos alimentos in natura.

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