Entre os indicadores utilizados no cálculo do IGP-10, o Índice de Matérias-Primas Brutas teve a maior variação, com alta de 6,38%

A Inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou alta de 1,30% em junho, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em maio, o indicador havia apresentado uma variação de 1,11%. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Entre os indicadores utilizados como base para o cálculo do IGP-10, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 1,68%, em junho. Em maio, a variação foi de 1,34%. Os Bens Finais registraram taxa de variação de -0,62%, em junho, ante 0,35%, em maio. Contribuiu para esta desaceleração o subgrupo alimentos processados, que teve sua taxa reduzida de 0,19% para -3,08%. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de -0,82%. No mês anterior, a taxa foi de 0,31%.

O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de 0,84%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,75%. Três dos cinco subgrupos apresentaram aceleração, com destaque para materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,84% para 0,95%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou variação de 0,83%. No mês anterior, foi registrada variação de 0,80%.

Já o Índice de Matérias-Primas Brutas apresentou uma forte aceleração e passou de uma taxa de 3,82%, em maio, para 6,38% em junho. Neste grupo, vale destacar as acelerações dos itens: minério de ferro (21,02% para 51,84%), laranja (-16,97% para -1,10%) e café (em grão) (-3,87% para 1,40%). Em sentido oposto, citam-se: cana-de-açúcar (6,28% para -3,60%), bovinos (3,14% para -0,73%) e leite in natura (8,24% para 3,52%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de -0,01%, em junho, ante 0,64%, em maio. Quatro das sete classes de despesa componentes do índice registraram recuo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação, cuja taxa passou de 1,21% para -1,05%. Neste grupo, vale mencionar o comportamento dos preços dos itens: hortaliças e legumes (1,44% para -7,58%), laticínios (3,78% para 0,12%) e carnes bovinas (2,87% para 0,08%).

Também contribuíram para a queda da taxa do índice os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (0,87% para 0,46%), Educação, Leitura e Recreação (0,30% para 0,06%) e Transportes (-0,01% para -0,14%). Os itens que mais influenciaram a desaceleração destas classes de despesa foram: medicamentos em geral (3,02% para 0,68%), show musical (4,37% para -5,95%) e álcool combustível (-4,16% para -7,99%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram acréscimos em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,39% para 0,65%), Vestuário (0,91% para 1,19%) e Despesas Diversas (0,29% para 0,31%), com destaque para os seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (0,50% para 2,18%), calçados (0,31% para 0,90%) e cigarro (0,00% para 0,91%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em junho, taxa de variação de 2,01%, acima do resultado do mês anterior, de 0,77%. Os três grupos componentes do índice apresentaram aceleração. O índice relativo a Materiais e Equipamentos avançou de 0,54% para 0,87%. A taxa do grupo Serviços subiu de 0,22%, no mês anterior, para 0,66%, nesta apuração. A taxa do grupo Mão de Obra passou de 1,10% para 3,30%.

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