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IGP recua para 1,12% em julho, mas não deve frear alta da Selic

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu menos em julho: 1,12%, ante 1,89% no mês anterior. Foi o resultado mais baixo dos últimos quatro meses e os técnicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo índice, já apostam em continuidade de desaceleração nos próximos meses.

Agência Estado |

Mas não a ponto de inverter a curva na alta da taxa básica de juros (Selic).

Para o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, os fundamentos macroeconômicos que conduziram às taxas elevadas dos IGPs nos últimos meses ainda estão presentes. Ou seja: o mais provável é que o Banco Central mantenha o aperto monetário para conter a demanda e evitar explosão de preços.

"O ambiente de demanda aquecida e de atividade produtiva no limite não mudou. As pessoas continuam comprando, o comércio continua com bons resultados e vendendo", disse Quadros. Ele atribuiu a perda de ritmo do IGP-DI de julho a quedas e desacelerações generalizadas de preços no atacado, varejo e na construção civil.

Mas o resultado não foi suficiente para refletir uma redução expressiva no acumulado do ano: nos 12 meses até julho, a alta do IGP-DI é de 14,81%. O índice não é mais usado para reajustar a tarifa de telefone, mas ainda é o indexador das dívidas dos Estados com a União. "Creio que a desaceleração da taxa em 12 meses só vai ocorrer com mais força a partir do ano que vem", disse Quadros.

Em julho, foram apuradas desacelerações no atacado (de 2,29% para 1,28%); no varejo (de 0,77% para 0,53%) e na construção civil (de 1,92% para 1,46%). Todos os segmentos contribuíram para a taxa menor do índice, mas o setor atacadista, de maior peso (60%) no cálculo final, foi o que mais influenciou o IGP-DI.

Para o analista da consultoria Tendências, Gian Barbosa, o bom desempenho das commodities agrícolas no atacado conduziu ao menor nível do IGP-DI. De junho para julho, houve fortes desacelerações de preços em bovinos (de 11,29% para 3,53%); e em soja em grão (de 10,17% para 2,01%). Ele não espera mudanças no comportamento das commodities agrícolas. "Com a continuidade do bom desempenho dos preços das commodities no mercado internacional, os IGPs não devem manter o elevado nível de inflação", observou.

As perspectivas para o varejo e para a construção civil também são de preços mais baixos. Segundo Salomão Quadros, os preços para o consumidor subiram menos de junho para julho, principalmente os alimentos (de 1,85% para 0,83%). "Esse cenário deve continuar", disse o economista.

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