Ignore o programinha que vem com o celular Por Lucas Pretti São Paulo, 14 (AE) - Celular é por definição o dispositivo central em qualquer discussão sobre sincronização. Isso porque é o que está sempre à mão e o que mais congrega funções: tira fotos, toca música, edita documentos, manda e-mails e, o principal, guarda a lista com todos os contatos.

A principal dica para ter segurança e facilidade no manejo com o celular, o computador de casa e o notebook no dia-a-dia é estranho: não usar os softwares que acompanham o produto.

Nada contra os programas das fabricantes de aparelhos. A maioria deles funciona bem quando a ideia é guardar arquivos do celular no computador. Sincronização, da forma como se fala nesta reportagem, é algo que só softwares mais sofisticados - e conectados à internet - podem oferecer.

A primeira vantagem é a sincronização múltipla entre vários aparelhos celulares, inclusive de marcas diferentes. Com programas como a Central de Sincronização do Windows Vista, o gratuito Photo Data Manager (também da Microsoft) ou os independentes Alwaysync (veja resenhas ao lado) e Evernote (veja infográfico na página lado), dá para gerenciar diversos dispositivos, até pendrives, e usar a "nuvem" a seu favor.

Entenda-se "nuvem" como o conceito de "cloud computing": usar arquivos armazenados em servidores espalhados pela internet. Os softwares online funcionam assim, cada vez mais empresas tornam virtuais seus aplicativos e a maioria dos sites da web 2.0 (com produção colaborativa de conteúdo) também usa soluções que não precisam salvar nada no computador do usuário. Nada mais atraente para quem pretende usar os mesmos arquivos sincronizados em aparelhos diferentes.

Além de se libertar dos softwares do aparelho, sincronizar com a "nuvem" de dados traz a vantagem da independência também em relação ao chip do celular. Perdeu? Foi roubado? Esqueceu de guardar tudo quando trocou de celular? Tudo bem. Os contatos estão todos salvos na internet, esperando por um novo aparelho a ser sincronizado.

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