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Iedi: indústria mantém padrão de expansão de 2007

O consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Júlio Sérgio Gomes de Almeida, disse que os dados da produção industrial divulgados hoje pelo IBGE confirmam que a indústria mantém, em 2008, o mesmo padrão de crescimento do ano passado. Ele argumenta que o resultado da produção no ano até maio, que mostra um crescimento de 6,2% ante igual período de 2007, está muito próximo do aumento apurado em todo o ano passado, de 6%.

Agência Estado |

"É um bom crescimento, mas não há aceleração", disse.

Segundo ele, é difícil analisar os resultados de maio - queda de 0,5% ante abril e aumento de 2,4% ante igual período do ano passado - porque o efeito calendário foi muito forte. "Essa questão do calendário está fazendo diferença muito grande este ano nos resultados da indústria, infelizmente os dados de produção dos últimos três meses estão vindo com muito ruído", afirmou. O mês de maio deste ano teve um dia útil a menos do que abril e dois dias úteis a menos do que maio do ano passado.

Bens de capital

Para Gomes de Almeida, um sinal preocupante dos resultados da produção industrial, mas que necessita de mais um período para ser corretamente avaliado, está nos resultados relativos à categoria de bens de capital (máquinas e equipamentos). Esse segmento registrou queda de 4,9% na produção em maio ante abril, o maior recuo ante mês anterior desde julho de 2005. Além disso, houve acréscimo de 5,8% ante maio do ano passado, após aumentos sucessivos, de dois dígitos, apurados nesta categoria desde o início de 2007.

O consultor do Iedi avalia que há três possibilidades que podem explicar esse desempenho do setor de bens de capital: pode ser apenas um ponto fora da curva; um sinal de recuo nos investimentos ou, ainda, um efeito do aumento da concorrência de máquinas e equipamentos importados. "Tendo a achar que é um pouquinho desses três fatores", afirmou. As importações desses produtos aumentaram 35% de janeiro a maio de 2008, ante igual período do ano passado.

Apesar do sinal de alerta, Gomes de Almeida ressalta que os resultados de bens de capital "não são nada dramáticos, já que outros indicadores, como as próprias importações de máquinas e equipamentos, apontam que prosseguem os investimentos".

Bens de consumo

Ele lamenta também que a pesquisa do IBGE tenha apontado, mais uma vez, um baixo crescimento no segmento de bens de consumo semi duráveis e não duráveis, que acumula aumento de apenas 1,8% no período de janeiro a maio deste ano, bem abaixo da indústria em geral.

Segundo ele, é provável que as atividades vinculadas a essa categoria, como calçados e têxteis, estejam sofrendo efeitos do câmbio e, ainda, da deterioração dos ganhos reais dos salários por causa da inflação.

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