A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) exibiu um breve momento de alta hoje, logo após a abertura dos negócios, mas passou a operar em baixa, com a queda das matérias-primas (commodities) no exterior influenciando nas perdas do mercado local. Porém, pouco depois, o Índice Bovespa voltou a operar em alta e subia 0,17%, a 55.

230 pontos, às 10h14 (de Brasília), após avançar 0,3% na máxima e cair 0,42% na mínima, até o momento.

Hoje deve ser mais um dia difícil para a Bovespa sustentar a recuperação técnica dos dois últimos pregões, com as commodities despencando no exterior. A questão é saber se hoje o mercado vai encontrar fôlego para dar continuidade a essa correção.

O petróleo segue em baixa, ainda reagindo ao fortalecimento do dólar em relação às principais moedas estrangeiras, que ganhou mais força esta manhã, ante sinais mais evidentes de desaceleração da economia européia, o que pode se traduzir em redução no consumo. Em relatório divulgado hoje, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) alertou que a desaceleração econômica global levará a um forte aumento de estoques de petróleo. No mesmo horário citado acima, o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em setembro caía 1,1% a US$ 113,75 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

O que pode funcionar como contraponto positivo hoje são indicadores econômicos previstos para serem divulgados nos Estados Unidos. O primeiro deles surpreendeu positivamente. A atividade no setor de manufatura na região de Nova York melhorou em agosto, segundo a pesquisa Empire State do Fed de Nova York. O índice de condições gerais para os negócios subiu para 2,77 em agosto, ante retração de 4,92 em julho. Apesar da recuperação, a indústria de manufatura revelou que os custos das matérias-primas, como energia e outras commodities, é o maior problema enfrentado.

Mas uma definição mais clara do mercado hoje vai depender dos outros indicadores que estão para sair nos EUA, considerados mais importantes, como a produção industrial de julho e o índice preliminar de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan de agosto.

Ações

No mais, os investidores devem voltar os olhos para os papéis de empresas que anunciaram resultado dos segundo trimestre ontem à noite, como CSN, Cemig e Banco do Brasil.

A siderúrgica CSN registrou lucro líquido de R$ 1,031 bilhão no segundo trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 8,3% ante mesmo período de 2007. O resultado veio um pouco abaixo das previsões de analistas.

Já o Banco do Brasil divulgou lucro líquido consolidado de R$ 4 bilhões no primeiro semestre do ano, com crescimento de 61%, em linha com as projeções dos analistas. O retorno sobre o patrimônio anualizado do semestre foi de 34%, contra 24,3%.

Já a empresa do setor de energia elétrica Cemig lucrou R$ 599 milhões no trimestre entre abril e junho de 2008, acima da projeção dos analistas.

Por volta das 10h10 (de Brasília), as ações ordinárias (ON) da CSN caíam 0,35%, a R$ 54,00; os papéis ON do Banco do Brasil disparavam 2,2% a R$ 22,28; e as ações preferenciais (PN) da Cemig ganhavam 2,5% a R$ 36,13.

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