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Ibovespa sobe 3,37%, maior alta desde 5 de junho; dólar cai e fecha cotado a R$ 1,562

A disparada de Vale, Petrobras e das ações do setor siderúrgico e a alta mais modesta dos papéis de bancos garantiram à Bovespa a maior elevação porcentual desde o dia 5 de junho. Wall Street também ajudou, ao encerrar com variação positiva robusta, depois que os dados do mercado de trabalho do setor privado vieram melhores do que o previsto.

Redação com agências |


O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, terminou na máxima pontuação do dia, em alta de 3,37%, aos 59.997,6 pontos - em 5 de junho, o avanço foi de 3,73%. Na mínima do dia, registrou 58.069 pontos (+0,05%). Com o desempenho de hoje, as perdas acumuladas em julho baixaram a -7,72% e as de 2008, a -6,09%. O volume financeiro totalizou R$ 6,458 bilhões.

Vale ON terminou o dia com alta de 6,77%, enquanto a PNA avançou 6,69%, depois que a agência de classificação de risco Standard & Poor's elevou a nota (rating) de crédito corporativo de longo prazo da mineradora de "BBB" para "BBB+".

O setor siderúrgico, por sua vez, foi estimulado pelas notícias envolvendo a ArcelorMittal. A maior fabricante de aço em volume e receita do mundo anunciou lucro líquido de US$ 5,84 bilhões no segundo trimestre, ante previsão de US$ 4,02 bilhões dos analistas.

A empresa também informou uma inesperada elevação em sua projeção de desempenho para o próximo trimestre. Usiminas ON liderou os ganhos do Ibovespa, carteira teórica com mais de 60 papéis, ao subir 9,15%. Metalúrgica Gerdau PN ganhou 7,29%, Gerdau PN, 6,85%, Usiminas PNA, 8,42%, e CSN ON, 5,67%.

Já Petrobras avançou de olho no petróleo e em um relatório do banco de investimentos Merrill Lynch. Os papéis ON tiveram alta de 4,87% e os PN, 4,89%. O petróleo subiu 3,75% na Bolsa Mercantil de Nova York, encerrando em US$ 126,77 por barril, depois que os estoques de gasolina na última semana mostraram forte queda nos Estados Unidos, ante previsões de elevação. Por sua vez, o relatório do Merrill Lynch chamou a atenção para os preços baratos das ações da Petrobras, que voltaram aos níveis de novembro passado.

Ainda setorialmente, os bancos subiram na esteira de seus pares em Nova York. Lá, agradou o anúncio do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de que irá estender o período no qual os bancos de investimento podem tomar empréstimos por meio da janela de desconto (linha de crédito emergencial) para 30 de janeiro de 2009.

Também pesou a favor das bolsas o aumento de 9 mil nas vagas de trabalho do setor privado em julho, ante previsão de queda. O índice Dow Jones encerrou com ganhos de 1,63%, o S&P, de 1,67%, e o Nasdaq, de 0,44%.

Dólar

O dólar fechou em queda de 0,51% nesta quarta-feira, acompanhando o bom humor da Bolsa de Valores de São Paulo e refletindo movimentos técnicos de final de mês. A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 1,562. A divisa já acumula queda de 2,19% no mês.

"Lá fora houve uma melhora muito boa e isso facilita a nossa vida. Com a bolsa aqui no Brasil indo para cima de 59 mil pontos, o dólar é para baixo", afirmou João Medeiros, diretor de câmbio da Pioneer Corretora.

Medeiros também lembrou que o mercado cambial fica mais movimentado no final do mês por conta da disputa pela última Ptax (cotação média do dólar) do mês, usada na liquidação de contratos futuros.

No meio da sessão, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista e definiu taxa de corte a R$ 1,5615.

Com informações da Agência Estado, da Reuters e do Valor Online

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