A Bovespa sustentava perdas expressivas ao retomar os negócios após ter as operações paralisadas por 30 minutos por circuit breaker. O mecanismo foi acionado às 14h25, quando o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, alcançou queda de 10% (aos 37.

412 pontos). Na mínima, chegou a cair 11,34%, abaixo de 37 mil pontos (36.857 pontos). Às 15h15, o índice paulista diminuía a perda e registrava baixa de 10,96%, aos 37.013,53 pontos. O volume financeiro era de R$ 4,6 bilhões.

O aumento das preocupações com um cenário de recessão mundial pressiona os mercados acionários globais hoje, e prejudica também o desempenho das commodities (matérias-primas), o que acentua o viés negativo para a Bolsa brasileira, que tem grande peso de empresas ligadas a esse setor. Por volta das 15h15, entre as ações de primeira linha do mercado brasileiro, Petrobras PN cedia 13,33%, Petrobras ON caía 15,06%, Vale PNA recuava 14,98% e Vale ON perdia 18,99%. O preço do petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York cedia 3,60%, a US$ 75,80 o barril, no mesmo horário, colaborando para a desvalorização dos papéis da Petrobras. Os metais, que influenciam a Vale, também registravam queda. Em Wall Street, o índice acionário Dow Jones caía 5,72%, o S&P-500 perdia 6,87% e o Nasdaq recuava 6,14%.

Hoje foi a terceira sessão em outubro que o mecanismo de circuit breaker na Bovespa foi acionado e a quarta este ano. Depois de quase dez anos sem uso do mecanismo na Bolsa paulista, ele foi acionado em 29 de setembro e, depois, nos dias 6 e 10 de outubro. No dia 6, o circuit breaker foi usado duas vezes, por 30 minutos (queda de 10%) e uma hora (baixa de 15%).

O circuit breaker é o mecanismo utilizado pela Bovespa que permite, na ocorrência de movimentos bruscos de mercado, o amortecimento e o rebalanceamento das ordens de compra e de venda. Esse instrumento constitui-se em uma "proteção" à volatilidade excessiva em momentos atípicos de mercado.

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