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Ibovespa reduz perdas e ensaia virada no pregão

SÃO PAULO - Em meio às incertezas em relação à situação na Europa e aos indicadores da economia chinesa, o mercado preferiu adotar mais cautela no início da jornada, mas com uma redução gradual das perdas ao longo do pregão. Próximo das 12h30, o Ibovespa, que ensaiou uma virada ao avançar para 65.515 pontos, recuava 0,11%, aos 65.

Valor Online |

380 pontos. O giro financeiro está em torno de R$ 2,491 bilhões. Em Wall Street, as bolsas também diminuíram a queda e, há instantes, os índices Dow Jones e S & P 500 cediam apenas 0,05%. Já o Nasdaq aumentava 0,25%. Diante de uma agenda esvaziada, os indicadores chineses ganham destaque nesta terça-feira, em especial o de inflação. O índice de preços ao consumidor no país teve acréscimo de 2,8% em abril, no comparativo com um ano antes. Este foi o avanço mais expressivo neste ano, afirmou Alaistair Chan, economista associado da Moody´s Analytics. A produção industrial chinesa expandiu-se 17,8% em abril, perante igual mês de 2009. A taxa ficou 0,3 ponto percentual abaixo daquela apurada em março. "A leitura mais geral dos dados mostra que a taxa de inflação continua alta, apesar de a China ter aumentado os juros e os compulsórios, e de ter feito algumas restrições ao crédito. A leitura é de que ainda pode haver novos apertos no país", observou o diretor da corretora Ágora, Álvaro Bandeira. No continente europeu, passada a euforia com o pacote de 750 bilhões de euros voltado para a moeda e para os países endividados, o governo da Grécia requisitou formalmente a primeira parcela da ajuda financeira da União Europeia para lidar com a crise da dívida, segundo fontes do ministério das Finanças do país. Na avaliação de Bandeira, o pacote europeu anunciado ontem não resolve a situação. "O plano só adia e dá tempo para que os países façam programas de reestruturação de dívida, de mudança na política macroeconômica e de gastos públicos", apontou o diretor, que avalia que o mercado deve continuar a registrar volatilidade nos negócios. Ao fim da primeira etapa do pregão brasileiro, as "blue chips" operavam no vermelho. Enquanto as ações PNA da Vale recuavam 0,57%, para R$ 44,89, com giro de R$ 293,1 milhões, os papéis PN da Petrobras caíam 0,49%, a R$ 30,00, com volume de R$ 227,6 milhões. A lista de valorizações do Ibovespa segue liderada pelos papéis do setor de telecomunicações. Há instantes, as ações ON da TIM Participações avançavam 8,05%, para R$ 6,57, enquanto os papéis PN da companhia subiam 5,70%, a R$ 4,82. Já as ações PN da Vivo se apreciavam em 7,62%, para R$ 48,97. Direção oposta tomavam os papéis ON da OGX Petróleo, que recuavam 3,95%, para R$ 16,52, enquanto as ações ON da BM & FBovespa cediam 3,34%, a R$ 10,97, e LLX ON perdia 3,06%, a R$ 7,90. Ainda no mercado brasileiro, o saldo de atuação do investidor estrangeiro na Bovespa ficou negativo em R$ 1,1 bilhão na primeira semana de maio, resultado de compras de R$ 11,655 bilhões e de vendas de R$ 12,8 bilhões. O não residente vem reduzindo sua posição no mercado nos últimos 13 dias, período em que enxugou R$ 2,538 bilhões, o que explica uma parte da queda de 9% no acumulada até o dia 7 de maio. Apenas na sexta-feira (7), o saldo de atuação do não residente ficou negativo em R$ 14,978 milhões na bolsa brasileira. No ano, o resultado da atuação do investidor internacional está negativo em R$ 2,427 bilhões. (Beatriz Cutait | Valor)

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