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Ibovespa recua pelo segundo dia e perde os 71 mil pontos

SÃO PAULO - A adoção de maior cautela dos investidores, tendo em vista novas preocupações com a situação fiscal da Grécia e também com a economia chinesa, está embalando a segunda queda seguida do Ibovespa, que perdeu os 71 mil pontos. Próximo das 12h35, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recuava 0,24%, aos 70.921 pontos, com volume financeiro de R$ 2,305 bilhões.

Valor Online |

SÃO PAULO - A adoção de maior cautela dos investidores, tendo em vista novas preocupações com a situação fiscal da Grécia e também com a economia chinesa, está embalando a segunda queda seguida do Ibovespa, que perdeu os 71 mil pontos. Próximo das 12h35, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recuava 0,24%, aos 70.921 pontos, com volume financeiro de R$ 2,305 bilhões. Em Wall Street, o índice Dow Jones cedia 0,31%, enquanto o Nasdaq caía 0,07% e o S & P 500 tinha queda de 0,28%. Na manhã desta quarta-feira, a agência de estatísticas Eurostat revelou que o Produto Interno Bruto (PIB) dos 16 países da zona do euro ficou estável no último trimestre do ano passado, na comparação com os três meses antecedentes, quando houve expansão de 0,4%. Este é um dado revisado, uma vez que a instituição tinha divulgado anteriormente um crescimento de 0,1% para o intervalo de outubro a dezembro de 2009. A Eurostat ainda apontou que o índice de preços ao produtor industrial na zona do euro subiu 0,1% entre janeiro e fevereiro. Na União Europeia, o indicador apresentou a mesma taxa de variação. Da Ásia, veio a notícia de que o governo estaria estudando os possíveis riscos envolvendo a flexibilização da moeda chinesa. O economista da Gradual Investimentos, André Perfeito, assinala que, como a agenda de indicadores é fraca, alguns temores do primeiro trimestre, como a Grécia, voltaram ao foco. "Há algumas pessoas falando que será inevitável um calote ou a quebra da Grécia. Na China, a preocupação do mercado está num possível aumento da taxa de juros, que traria um crescimento menor para o país, e na viagem de Geithner [secretário do Tesouro americano]", pontuou o economista. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, vai se encontrar com o vice-premiê chinês, Wang Qishan, em Pequim na quinta-feira, no retorno aos Estados Unidos de sua viagem à Índia. O encontro de Geithner com Wang Qishan será fechado à imprensa, segundo o porta-voz do Tesouro americano, Andrew Williams, que também não quis falar dos tópicos que serão abordados na reunião. Não há previsão de divulgação de um comunicado após a conversa. "O mercado deve agir de forma mais conservadora, embora o conjunto de notícias seja favorável", acrescentou Perfeito. No cenário corporativo, diante da queda dos preços do petróleo, as ações da Petrobras operam em baixa. Há pouco, as ações PN cediam 0,49%, a R$ 35,90, com volume movimentado de R$ 191,6 milhões. Também em queda estavam as ações ON da OGX Petróleo, com perda de 0,05%, a R$ 17,23, e giro de R$ 107,3 milhões. O Departamento de Energia americano informou que as reservas de petróleo cru do país subiram em 2 milhões de barris na semana do dia 2 deste mês, no comparativo com a semana anterior, somando 356,2 milhões de barris. As refinarias utilizaram 84,5% da capacidade operacional na semana fechada no dia 2 de abril. Mesma direção da Petrobras estavam as ações PNA da Vale, que recuavam 0,06%, instantes atrás, cotadas a R$ 49,94, com giro de R$ 226,2 milhões. Ao fim da primeira parte dos negócios, os papéis PNA do Pão de Açúcar lideravam os ganhos do Ibovespa, com elevação de 2,44%, a R$ 62,48, seguidos pelas ações ON da Embraer, com valorização de 2,04%, a R$ 10,46, e pelas ON da Lojas Renner, com alta de 2,02%, a R$ 41,88. No sentido contrário, destaque de baixa para os papéis das empresas do setor de construção. Minutos atrás, as ações ON da PDG Realty caíam 2,48%, a R$ 14,53, enquanto os papéis ON da Rossi Residencial perdiam 1,76%, a R$ 12,79, e os ON da MRV recuavam 1,14%, a R$ 12,05. As ações ON da CSN caíam 1,47%, a R$ 35,30. A JBS apresentou hoje os termos de sua nova distribuição de ações. No entanto, o formato da oferta e o tamanho são menores do que os que vinham sendo discutidos pelo mercado. A oferta será exclusivamente primária e deve contar, no máximo, com 270 milhões de ações. Em 12 de março, a companhia tinha protocolado pedido para venda primária (novas ações) e secundária (ativos de acionistas). Já o tamanho da oferta estava estimado entre 350 milhões a 400 milhões de papéis. De acordo com aviso ao mercado publicado hoje, serão ofertadas inicialmente 200 milhões de ações ordinárias. Tomando como base o preço de fechamento do papel no pregão de ontem, de R$ 7,86, a distribuição soma R$ 1,57 bilhão. O montante chega a R$ 2,12 bilhões caso sejam colocados integralmente os lotes suplementar e adicional. O prospecto preliminar aponta que 67% do dinheiro levantado no mercado será destinado à ampliação da plataforma global de distribuição direta, o que engloba os centros de distribuição e os caminhões utilizados para o transporte de produtos dos centros de distribuição até os clientes. Os 33% restantes serão utilizados como capital de giro. Os atuais acionistas não terão direito de preferência. Já o varejo ficará com 10% e no máximo 20% dos ativos ofertados inicialmente. O valor mínimo de investimento é de R$ 3 mil. Há pouco, os papéis da empresa caíam 0,76%, para R$ 7,80. No mercado brasileiro, o fluxo estrangeiro na Bovespa está positivo em R$ 785,2 milhões no acumulado do mês, até o dia 5, resultado de compras no valor de R$ 3,563 bilhões e de vendas de R$ 2,778 bilhões. Apenas na segunda-feira, quando o Ibovespa subiu 0,22%, o estrangeiro colocou R$ 462,4 milhões no mercado. No ano, o resultado da atuação do investidor internacional na bolsa brasileira está positivo em R$ 581 milhões. (Beatriz Cutait | Valor)
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