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O Ibovespa registrava queda de 1,15% às 11h26, para 65.936 pontos, nesta manhã de realização de lucros e véspera de vencimento de opções.

Fechou ontem aos 66.703 pontos, em alta de 0,76%, mas pouco depois da abertura de hoje começou a perder o patamar de 66 mil pontos, caindo para a mínima de 65.499 pontos às 11 horas.

As ações das blue chips Vale e Petrobras caem nesta manhã, mas a oscilação ainda é considerada pequena por operadores. É consenso entre os profissionais de mercado ouvidos pela Agência Estado que o que está mexendo com as ações de Petro e Vale hoje é o vencimento de opções, que ocorrerá na segunda-feira. Há pouco, Petrobras registrava baixa de 0,30% para as ações ON e 0,46% nas PN. Vale perdia 0,97% nas ON e 0,62% nas PNA.

Na outra ponta, estão em alta ações de construtoras, que costumam atrair investidores estrangeiros. Note-se que eles ficaram com mais de 70% das ações das recentes ofertas de Rossi Residencial e Multiplan, que encerraram suas distribuições nesta semana. Por volta das 11h20, o setor de construção liderava as altas do Ibovespa, com Cyrela ON subindo 2,38%, Gafisa ON 2,12% e Rossi ON +0,49%. Redecard completava o quadro, com alta de 1,80% para seus papéis ON.

Não surpreenderá se o Ibovespa fechar em queda hoje, o que não é preocupante, visto que há fluxo de compra e forte presença de estrangeiros, que mantêm a tendência de alta. "Pode até cair, mas depois sobe de novo, porque há fluxo", afirma Luiz Roberto Monteiro, da Souza Barros Corretora.

Hoje, notícias pessimistas arrefeceram os ânimos dos investidores e abriram espaço para a esperada realização de lucros. Repercutiu no índice a queda das bolsas de Nova York, puxada principalmente pelo balanço do Bank Of America, abaixo do esperado, e pela queda no índice da Universidade de Michigan, que mede a intenção de consumo dos americanos. O índice caiu para 69,4 em outubro, de 73,5 em setembro, surpreendendo os economistas, que esperavam alta do índice para 73,8.

No mercado local, pesam notícias de taxação ao capital externo, com a possível cobrança de IOF, e rumores de que as exportações de minério de ferro serão taxadas em 5%, como publicou o jornal O Globo.

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