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Ibovespa perde quase 3%; dólar tem alta

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo aprofundou as perdas do dia, acompanhando a deterioração do mercado acionário de Nova York e espelhando a forte desvalorização dos papéis da Vale. Por volta das 14h, o Ibovespa, principal índice, caía 2,81%, aos 63.189 pontos.

Redação com agências |

 

A queda era generalizada. O ranking de maiores baixas do Ibovespa, por sua vez, era liderado por TAM PN, que despencava 9,13%, em reflexo dos freqüentes recordes de preço do petróleo, que encarecem o querosene de aviação, responsável por cerca de 40% dos custos de uma companhia aérea. O petróleo subia 1,83% no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York, cotado a US$ 142,56 por barril. Gol PN também tinha forte queda, de 7,76%.

O destaque negativo, porém, ficava por conta das ações da Vale, segunda empresa de maior peso no cálculo do Ibovespa, atrás de Petrobras. Vale PNA perdia 4,47% e Vale ON recuava 5,26%. O mercado ainda espera o prospecto da oferta primária de ações da mineradora de até US$ 15 bilhões.

Outra notícia envolvendo a Vale é que a empresa poderia estar interessada na compra da Paranapanema. A possibilidade foi recebida com restrições por analistas. Na avaliação de profissionais, a Paranapanema apresenta estrutura financeira e porte pouco compatíveis com os da mineradora e exigiriam grande esforço de gestão.

Enquanto isso, em Nova York, os principais índices acionários também registravam perdas expressivas, depois de o Dow Jones e o S&P-500 encerrarem ontem o pior mês de junho desde 1930. Por volta do horário citado, o Dow Jones caía 1,24%, o Nasdaq recuava 1,35% e o S&P-500 declinava 1,28%.

Dólar

O dólar à vista abriu em alta de 0,81% hoje, cotado a R$ 1,61. Por volta das 14h, a moeda norte-americana ampliava a alta e subia 0,69%, a R$ 1,608.

Ontem, o dólar à vista fechou em leve alta, de 0,09%, a R$ 1,597.

Hoje é aniversário de 14 anos do Plano Real e as comemorações são feitas em meio a novas preocupações com a inflação, desta vez não só decorrentes de fatores internos, mas, principalmente, dos externos, sobre os quais as políticas econômica e monetária domésticas pouco têm a fazer. E são essas apreensões com o cenário internacional - principalmente com a evolução do custo de vida e o nível de atividade dos Estados Unidos e da Europa - que derrubam os mercados globais neste início de segundo semestre, certamente com respingos no mercado interno de câmbio.

Embora ninguém aposte na alta do dólar ante o real nos próximos meses, é consenso que o ritmo intenso de apreciação da moeda brasileira, visto nos últimos anos, está se esgotando. Além da crise internacional - que engloba fatores como perspectiva de alta de juros nos EUA e na zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda), elevação dos preços do petróleo e volatilidade no mercado de crédito - os analistas computam uma piora nas contas externas nacionais. Os dois fatores juntos fazem contraponto ao recém conquistado grau de investimento e ao aumento da taxa básica de juros, a Selic, que tendem a atrair capitais, valorizando a cotação do real ante as moedas estrangeiras.

Os temores com o futuro da economia global já duram meses, mas, da metade do mês passado para cá este receio foi acirrado por vários indicadores norte-americanos e europeus e por declarações duras dos presidentes dos bancos centrais dos países mais desenvolvidos. Hoje, novas dados alimentam esse clima.

Com informações do Valor Online e da Agência Estado

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