A Bolsa de Valores de São Paulo aprofundou as perdas do dia, acompanhando a deterioração do mercado acionário de Nova York e espelhando a forte desvalorização dos papéis da Vale. Às 13h30, o Ibovespa, principal índice, caía 3,24%, aos 62.

911 pontos, na mínima do dia até então. Com esse resultado, o índice volta a acumular perda no ano.

A queda era generalizada: dos mais de 60 papéis que compõem a carteira teórica do Ibovespa, apenas três estavam no terreno positivo. Cosan ON subia 1,66%, CCR ON ganhava 0,22% e Celesc PNB tinha alta marginal, de 0,02%.

O ranking de maiores baixas do Ibovespa, por sua vez, era liderado por TAM PN, que despencava 8,51%, em reflexo dos freqüentes recordes de preço do petróleo, que encarecem o querosene de aviação, responsável por cerca de 40% dos custos de uma companhia aérea. O petróleo subia 1,83% no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York, cotado a US$ 142,56 por barril. Gol PN também tinha forte queda, de 6,14%.

O destaque negativo, porém, ficava por conta das ações da Vale, segunda empresa de maior peso no cálculo do Ibovespa, atrás de Petrobras. Vale PNA perdia 4,19% e Vale ON recuava 5,07%. O mercado ainda espera o prospecto da oferta primária de ações da mineradora de até US$ 15 bilhões.

Outra notícia envolvendo a Vale é que a empresa poderia estar interessada na compra da Paranapanema. A possibilidade foi recebida com restrições por analistas. Na avaliação de profissionais, a Paranapanema apresenta estrutura financeira e porte pouco compatíveis com os da mineradora e exigiriam grande esforço de gestão.

Enquanto isso, em Nova York, os principais índices acionários também registravam perdas expressivas, depois de o Dow Jones e o S&P-500 encerrarem ontem o pior mês de junho desde 1930. Por volta do horário citado, o Dow Jones caía 1,24%, o Nasdaq recuava 1,35% e o S&P-500 declinava 1,28%.

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