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Ibovespa oscila na abertura e cai abaixo de 61 mil pontos

A volatilidade ditava o rumo do índice Bovespa futuro no sistema eletrônico GTS da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), antes da abertura do pregão regular da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e continua presente após o início dos negócios no mercado à vista. O índice Bovespa subiu nos primeiro minutos do pregão, acompanhando o movimento dos índices futuros das Bolsas de Nova York, após a divulgação dos dados de emprego de junho nos EUA.

Agência Estado |

Entretanto, passou para o terreno negativo na seqüência. Às 10h15, o Ibovespa operava em queda de 0,37%, na mínima, a 60.882 pontos. Mas voltou ao positivo em seguida e às 10h25 registrava ganho de 0,56% a 61.447 pontos, na máxima até este horário.

Às 9h30, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que o mercado de trabalho norte-americano reduziu em 62 mil o número de vagas em junho. O dado de maio foi revisado em baixa, para redução de 62 mil vagas, de corte de 49 mil divulgado anteriormente. A previsão dos economistas era de redução de 55 mil nas vagas em junho. Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram em 16 mil para 404 mil na semana encerrada em 28 de junho, após ajustes sazonais. Economistas esperavam aumento de 1 mil.

Na Europa, as bolsas operam em leve alta, após os dados de emprego do EUA. Hoje cedo,o Banco Central Europeu (BCE) elevou a taxa básica de juros da zona do euro em 0,25 ponto porcentual, para 4,25% ao ano. A decisão ficou dentro do previsto. O mercado agora está de olho nos comentários de Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, para ver se ele ainda pode sinalizar se a autoridade monetária irá embarcar em uma série de elevações na taxa básica. Até agora, porém, Trichet não se comprometeu com ações futuras.

Segundo um operador, hoje poderia ser um dia para correções na Bovespa, mas, "tudo pode acontecer". "Tem tudo para dar uma corrigida hoje, até porque amanhã não tem mercado lá fora (feriado nos EUA), mas, tudo pode acontecer", observa o profissional, ressaltando que a tendência principal no curto prazo continua sendo de queda.

Na Ásia, mais um dia pouco animador nos principais mercados de ações. Os negócios foram influenciados pelas preocupações com inflação e pela incerteza sobre o limite de alta dos preços do petróleo. Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 2,13% e fechou aos 21.242,78 pontos, pressionado por papéis de instituições financeiras da China e seguradoras.

Ontem a Bovespa abriu em alta e em menos de uma hora inverteu o movimento e se firmou em terreno negativo, para encerrar o dia com queda de 3,61%, a maior variação negativa desde a queda de 5,01% em 19 de março deste ano. Terminou a sessão em 61.106,2 pontos, no menor nível desde 31 de março (60.968,1 pontos). Em apenas dois pregões de julho, a Bolsa brasileira já acumula perdas de 6,02%. No ano, a queda é de 4,35%.

Braskem

Na cena doméstica, atenção para os papéis da Braskem. A empresa informou que José Carlos Grubisich está deixando a presidência da petroquímica, com a indicação de Bernardo Gradin para substituí-lo. Grubisich, que liderou os negócios da Braskem desde a criação da empresa, em 2002, assumirá a presidência da ETH Bioenergia, empresa de açúcar e álcool controlada pelo Grupo Odebrecht, segundo comunicado ao mercado.

Atenção também para Petrobras e Vale. Na véspera, chamou atenção a forte presença de corretoras estrangeiras na ponta vendedora.

A Vale anunciou hoje que planeja lançar uma oferta global de até 256.926.766 ações ordinárias (ON) e 164.402.799 ações preferenciais (sem incluir qualquer exercício de opções suplementares pelos coordenadores) em ou após 4 de julho de 2008. No total, são 421,329 milhões de papéis. Em nota ao mercado, a empresa informou que seus acionistas residentes no Brasil possuirão o direito de subscrever ações na oferta brasileira com prioridade.

A mineradora informou ainda que utilizará os recursos para "propósitos corporativos gerais, que podem incluir o financiamento de seu programa de crescimento orgânico baseado em um plano de investimento de US$ 59 bilhões, aquisições estratégicas e aumento de flexibilidade financeira".

No caso da Petrobras, os papéis também sofreram ontem com as declarações do presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, de que o aumento do preço do petróleo no mercado internacional não será repassado ao consumidor brasileiro. Ele afirmou que a empresa continua a ter "grandes lucros". "Nenhum país está imune (à alta). Mas temos um certo grau de vacinação", afirmou. E acrescentou: "não vamos repassar (ao consumidor) a alta por causa de uma crise que é de curto prazo".

O pregão de hoje nos EUA é mais curto por conta do feriado pelo Dia da Independência amanhã: as Bolsas de Nova York encerrarão o pregão regular às 14 horas (de Brasília).

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